<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906</id><updated>2012-02-08T11:26:06.117-02:00</updated><category term='samuel fuller'/><category term='gelson'/><category term='tv publico'/><category term='paixões alucinam'/><category term='amy winehouse'/><category term='show corridor'/><category term='janis joplin'/><category term='violencia'/><title type='text'>ricardo Caulfield</title><subtitle type='html'>blog para comentar, dar pitaco em tudo: futebol, rock, cinema, sociedade, política e tudo o mais que me der na telha!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-7915347268422173113</id><published>2012-02-08T11:21:00.000-02:00</published><updated>2012-02-08T11:21:15.607-02:00</updated><title type='text'>Apático, o Flu vence o Arsenal</title><content type='html'>Flu estreou na Libertadores neste ano com uma vitória sobre o Arsenal da Argentina, mas sem mostrar absolutamente nada que justificasse o investimento pesado da Unimed. Felizmente a vitória marca um bom começo, porque terrível é jogar bem e ver os hermanos empatarem no final, com uma dessas bolas bobas, ocasionadas por alguma distração da defesa tricolor.Contudo, acredito que o plantel do time é mesmo um dos melhores do Brasil e que pode dar frutos. Por enquanto, os pontos fracos tem sido a defesa  e...o técnico, que veio tão badalado com um mundial e uma libertadores no currículo.No ano passado, o time fez um ótimo segundo turno, mas desperdiçou todas as chances que teve de passar, nem que fossem algumas horas, na liderança. Perdeu quando não podia e se distanciou do líder. Ora, a defesa do  time de 2011 não é tão diferente do campeão brasileiro de 2010.Hoje, o grande problema do time continua a ser a ausência de cabeças de área que dêem uma efetiva proteção à zaga. É difícil o Edinho perder uma dividida, só que ele participa de poucas, porque não chega a tempo. E o Diguinho é um pouco mais leve e tem ambições futebolísticas que vão além de destruir as jogadas do adversário. Moral da história: fica faltando aquele “cão de guarda” implacável. É lamentável, por exemplo, ver quantas vezes o time faz um gol e leva um em seguida. Às vezes não dá nem tempo de comemorar.O discurso do técnico incomoda quando diz que não vai improvisar um jogador em uma posição se houver um especialista. Soa como se fizesse uma média com os jogadores, uma espécie de corporativismo. Quem nem sempre é o melhor para o atleta: o lateral Jefferson, no ano passado, estreou pessimamente em um jogo vital, nunca mais foi escalado e foi dispensado. Não era melhor o jogador ir entrando aos poucos, e, numa emergência, colocar o Marquinho improvisado, um atleta que já tinha ritmo de jogo e de campeonato? E pior ainda é que o Fluminense foi completamente dominado e perdeu, em casa, para o América Mineiro, sendo o Jefferson um dos piores.Agora grande parte da torcida sabe que o Edinho jogou melhor de zagueiro, superando até mesmo alguns ditos “da posição”. Com a saida do Leandro Euzébio por expulsão, esta é a hora de dar uma chance à sorte, colocando o Edinho ali, e o Valência no meio, ao lado de Diguinho.É importante também não perder de vista que o Fluminense perdeu muito de sua consistência defensiva com as saídas de Mariano e Marquinho, então é chegada a hora de escalar o melhor que está aí, afinal, os caras ganham ótimos salários e precisam por a equipe para frente.Outro problema: a demora de Abel para mexer na equipe é absurda. Como pode um time levar um sufoco durante uma hora antes que se faça uma troca?Usando aquela máxima que é mais fácil destruir do que criar, não é possível que não exista nas Laranjeiras jogadores que saibam marcar e chegar junto do adversário. Sei que um Deco ou um Conca não dão em árvores, mas encontrar bons “destruidores” para escalar na cabeça de área não deveria ser um desafio tão impactante. De preferência, que não errem todos os passes.Se desde o ano passado, a defesa era uma peneira, é hora de mudar. Sugestão para este jogo contra o Boca, levando em consideração as expulsões de Wagner e Leandro Euzébio: Diego, Bruno, Anderson e Edinho, Carlinhos. Valencia  e Jean,  Diguinho e  Deco,  Thiago Neves e Fred. É preciso aparecer em campo. O time deixou-se ser dominado, não se enganem pelas duas expulsões, não foram frutos de jogar com raça, mas de desequilíbrio emocional de quem não consegue se impor jogando em casa.&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZbAjp6IWcGY/TzJ2twS3liI/AAAAAAAAACg/NMHrtKpDpao/s1600/n_20120208011118_flu_passa_sufoco_mas_supera_arsenal_em_sua_estreia_na_libertadores_2012.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="242" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZbAjp6IWcGY/TzJ2twS3liI/AAAAAAAAACg/NMHrtKpDpao/s320/n_20120208011118_flu_passa_sufoco_mas_supera_arsenal_em_sua_estreia_na_libertadores_2012.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-7915347268422173113?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/7915347268422173113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=7915347268422173113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7915347268422173113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7915347268422173113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2012/02/apatico-o-flu-vence-o-arsenal.html' title='Apático, o Flu vence o Arsenal'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZbAjp6IWcGY/TzJ2twS3liI/AAAAAAAAACg/NMHrtKpDpao/s72-c/n_20120208011118_flu_passa_sufoco_mas_supera_arsenal_em_sua_estreia_na_libertadores_2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-3663525968543680621</id><published>2012-02-03T12:27:00.001-02:00</published><updated>2012-02-07T14:48:21.079-02:00</updated><title type='text'>Medianeras em cartaz</title><content type='html'>O sujo e o limpo, o moderno e o arcaico. A cidade com suas contradições. O longa Medianeras inicia com uma contundente e, por vezes amarga, descrição dos paradoxos que estão à mostra nas ruas de Buenos Aires. O cinza é o tom cruel da arquitetura que se modifica desordenadamente. Para quem não sabe, medianeras são as paredes laterais dos edifícios, espaços mal tratados e sem  janelas,  proibidas por lei para preservar a privacidade dos vizinhos.O filme é sobre as cidades. E principalmente sobre as pessoas.&lt;br /&gt;O subtítulo em português,”Buenos Aires na era do amor virtual”, não é exatamente justo. Na história, que apresenta dois personagens principais como eixo, estão presentes diversas tentativas de relacionamento. O computador para Martin, que se descreve como um fóbico, ajuda no trabalho e também tornou-se uma ferramenta na busca por uma companhia&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ccsJEpdV8cU/Tyvukh3xYuI/AAAAAAAAACU/uIDZ2h-uo1Y/s1600/medianeras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="107" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-ccsJEpdV8cU/Tyvukh3xYuI/AAAAAAAAACU/uIDZ2h-uo1Y/s200/medianeras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;. Já Mariana não é  uma habitué nos jogos da conquista pelo ciberespaço. Desses jovens emergem opiniões sobre o mundo, a internet, os nossos dias. São abstrações dos personagens sobre aspectos que afligem a todos. Mas não soa forçado.&lt;br /&gt;As ações não têm aquele ritmo vertiginoso que muitos procuram, mas esta não é a proposta. Pouco a pouco vamos sendo fisgados pela narrativa cadenciada e percebendo que a história trata muito de isolamento, de desencontros. Desencontros reais e virtuais,  acho que seria um subtítulo mais justo. E somos introduzidos às tentativas amorosas de Martin que correspondem a tipos bem pitorescos (em alguns momentos, engraçados), como a mulher não para de falar em francês, a babá de cachorros, etc. Mariana, ainda combalida por um difícil fim de casamento, também está à procura.&lt;br /&gt;A vizinha pianista é um tormento para Mariana, mas não para o publico. Das teclas saem a música que embala várias cenas. Nada de baladas açucaradas para fisgar a emoção dos mais ingênuos e menos exigentes. A trilha sonora traz uns clássicos e até um pouco de rock alternativo. É elegante, passa longe do óbvio.  Em determinado momento, Woody Allen aparece na televisão de um dos personagens. O diretor Gustavo Taretto gosta mesmo de cinema.&lt;br /&gt;Martin e Mariana moram bem perto um do outro. Contudo, não vai ser o computador que vai lhes facilitar a vida. A tecnologia pode falhar, é preciso mover-se, trocar palavras e olhares. Como fazer isso se ficarmos dentro de casa em redes sociais ou nos chats?&lt;br /&gt;Será que isto não vai acaba se tornando uma CHATeação? – não pude resistir ao trocadilho.&lt;br /&gt;A cidade é imensa, não é possível que, dentre milhões de habitantes, não exista ninguém que atenda às nossas expectativas amorosas. O computador pode ser um começo, mas o passo (real) precisa ser dado. Em Medianeras, existe persistência na procura do amor, porque, mesmo com toda improbabilidades, é um filme romântico. É sempre possível abrir uma janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-3663525968543680621?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/3663525968543680621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=3663525968543680621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3663525968543680621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3663525968543680621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2012/02/medianeras-em-cartaz.html' title='Medianeras em cartaz'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ccsJEpdV8cU/Tyvukh3xYuI/AAAAAAAAACU/uIDZ2h-uo1Y/s72-c/medianeras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-2596599963781856813</id><published>2012-01-13T11:45:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T12:11:55.986-02:00</updated><title type='text'>A tentativa de Almodóvar</title><content type='html'>Este “A pele que habito” me levou ao cinema, com certa expectativa, em parte porque Almodóvar é um dos maiores cineastas atuais, mas também porque ouvi opiniões distintas a respeito. Dias antes de conferir a película, em um grupo de amigos, percebi o juízo de dois colegas sobre a obra. Para um, “A pele´ mostrava sinais de esgotamento criativo do diretor” e, para outro, “o espanhol conseguia surpreender novamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="307" width="460" src="http://lella.files.wordpress.com/2011/11/a-pele-que-habito_04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem duvida, Almodóvar é hoje algo raro: um realizador que alcança o grande público sem abrir mão de sua personalidade. Seu cinema nunca é genérico, pelo contrário, caminhou no sentido de ficar cada vez mais característico. E isto não se refere só a trama, e, sim, às cores, à trilha sonora, aos closes, ao apreço por uma latinidade caliente e dramática. Percebe-se que cada fragmento de uma obra de Almodóvar é uma tentativa de levar à tela uma rede de sons e cores, de uma singular beleza artesanal. Não basta contar uma história... inclusive acredito que muitas vezes as cenas, isoladamente, sejam mais empolgantes do que o conjunto...Não obstante, um filme como “Fale com ela” consegue equilibrar genialmente um roteiro ousado com os dotes de artesão do diretor. Infelizmente não acho que este seja o resultado em “A pele que habito”. &lt;br /&gt;O último item da filmografia Almodovariana cumpre a missão estética, e portanto ninguém vai esquecê-lo em curto espaço de tempo, pois evidentemente não é tão perecível como o fruto de uma franquia de ação que nos oferta um cacho de lugares-comum. Contudo, os amigos que citei no primeiro parágrafo estavam certos, embora as ideias sejam aparentemente opostas. “A pele que habito” surpreende e dá mostras de esgotamento.&lt;br /&gt;O diretor joga em um caldeirão vários ingredientes dramáticos como briga entre irmãos, suicídio, incesto, a obsessão pelo passado, além de possíveis referências ao mago Hitchcock. O excesso já se tornou sua marca registrada, como se ele quisesse sempre incluir em sua trama todos tabus possíveis, e este exagero denota um certo humor, revelando o mundo de Almodóvar como um caótico planeta à parte. O problema agora é que os recursos narrativos utilizados não causam a reação esperada  justamente pela recorrência. Ao remeter o expectador aos seus filmes anteriores, o resultado é um clima de deja vu. Um exemplo é a fixação de Almodovar pelos laços de parentesco, no estilo folhetim. Revelar neste filme que dois inimigos são irmãos não acrescentou nada à trama, dado que este fato (ser irmãos) não influenciou o que estava por vir. Pelo contrário, uma certa gratuidade no enredo não colabora para a credibilidade. Soa forçado. Eles são irmãos porque este é um filme do Almodóvar, então é preciso excitar o lado épico(e familiar) de todo conflito, a única explicação.O pagante do cinema não vai nem coçar a cabeça: “Irmãos? Então tá”.&lt;br /&gt;Pena que ao tocar em temas mais modernos como experiências de clonagem e queimaduras(de certa forma, um outro tabu), o diretor não consiga explorar em sua plenitude uma fonte abundante de drama e dilemas. Se ele optou por chocar o expectador com uma abordagem mais bizarra, ok, seu álibi é que se baseou no livro Tarântula, de Thierry Jonquét.&lt;br /&gt;Na realidade, a novidade é que, embora não seja explicita, a violência imposta a um dos personagens principais concentra toda a atenção do público em um processo lento e doloroso. Chega a ser estranho que o diretor que fez uma elegia à vida em “Fale com ela” ou “Volver” demonstre agora pouca compaixão com o destino de seus personagens. O filme faz uma referência a “Corpo que cai”, de Alfred Hitchcock, mas tenho minhas dúvidas se o diretor britânico ia gostar da homenagem, porque o mestre do suspense era um homem afeito a sutilezas.&lt;br /&gt;"A pele que habito" é uma realização triste e que serve como termômetro para avaliar o quanto o público está insensível a questões como, por exemplo, a tortura. &lt;br /&gt;Certamente Almodóvar apenas quis se superar mais uma vez, causando polêmica, conquistando espaço na midia. Pena que sua autoavaliação tenha sido tão rasteira, que ele não perceba que sua grandiosidade como realizador está no fato de seus personagens transbordarem vida e liberdade, como em “Mulheres à beira de um ataque de nervos”. Nesta nova obra estrelada por Antonio Banderas, ele optou pelo superficialismo da violência. É certo que prende a atenção, mas também não dá para negar que ele tenha se deixado seduzir pelo caminho mais óbvio do cinema atual, que oferece, tendo em vista nosso mundo competitivo e estressado, um vasto cardápio de atentados à dignidade humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-2596599963781856813?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/2596599963781856813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=2596599963781856813' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2596599963781856813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2596599963781856813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2012/01/tentativa-de-almodovar.html' title='A tentativa de Almodóvar'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-3166515664803894028</id><published>2011-11-10T10:33:00.009-02:00</published><updated>2011-11-10T11:00:28.832-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tv publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gelson'/><title type='text'>Sobre a morte de Gelson Domingos</title><content type='html'>Está na hora de a sociedade enxergar que existem exageros na cobertura jornalística. Ninguém do publico vai morrer se não acompanhar ao vivo as imagens de tiroteios em zonas de risco. O papel do profissional da imprensa é informar e isto poderia ser conseguido sem que o profissional fosse submetido a algum tipo de perigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém entra no fogo para cobrir o incêndio, por que, ao acompanhar um caso de conflito, embrenhar-se em uma área que está sendo torpedeada por fuzis e similares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cardápio farto de imagens que essas emissoras/empresas jornalísticas oferecem peca pela espetacularização do crime e pela falta de ética ao relativizar os danos que podem ocorrer com os profissionais envolvidos (que, na maioria dos casos, não ganham um salário compatível com isso). Não devemos nos deixar levar pelo ritmo imposto pelos internautas de querer tudo ao vivo e em tempo real e tampouco  pela ambição dos empresários que desejam lucrar com a curiosidade mórbida do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Gelson poderia servir, pelo menos, para que nós,da audiência, comecemos a ter uma postura crítica diante das imagens da telinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que com a internet, a imprensa toda se converterá a um gigantesco reality show sem limites ou ética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinegrafista foi uma vítima, mas os culpados são muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kMA166pYhRw/TrvKb4btd2I/AAAAAAAAACI/pRJETPInvUU/s1600/gelson-domingos-cinegrafista-199x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="200" width="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-kMA166pYhRw/TrvKb4btd2I/AAAAAAAAACI/pRJETPInvUU/s200/gelson-domingos-cinegrafista-199x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-3166515664803894028?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/3166515664803894028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=3166515664803894028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3166515664803894028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3166515664803894028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2011/11/sobre-morte-de-gelson-domingos.html' title='Sobre a morte de Gelson Domingos'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kMA166pYhRw/TrvKb4btd2I/AAAAAAAAACI/pRJETPInvUU/s72-c/gelson-domingos-cinegrafista-199x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-7199881469922185584</id><published>2011-10-31T12:49:00.001-02:00</published><updated>2011-10-31T13:01:45.656-02:00</updated><title type='text'>O romântico incurável ou saudades do balcão</title><content type='html'>Noutro dia deparei-me analisando o cenário boteco-cultural lá da praça perto de casa. Um dos bares vende cerveja em garrafa e o do lado, mais luxuoso e concorrido, serve chopp. Lembrei que ali há alguns anos eu podia parar no balcão e pensar na vida, enquanto esquecia do calor ao som de uma tulipa do precioso líquido gelado. Mas isso foi antes de uma grade ser erguida, isolando as mesas e também acabando com o “chopp no balcão”.&lt;br /&gt;Era um boteco e virou um restaurante, ainda que com pinta de pé sujo. Um dia me avisaram que o bar havia sido comprado por um proprietário de uma cadeia de tradicionais botecos. Eu ouvi gente comemorando de modo esfuziante, como se a civilização houvesse chegado. Como se fôssemos selvagens em busca do evangelho. Sim, o lugar foi adquirido, a cerca foi erguida e o balcão não é lugar para bebedores anônimos se encostarem.&lt;br /&gt;Agora deveríamos ter o “pastel-sensação” que é vendido com o mesmo padrão em todas as lojas da grife. Não se tornou verdade, a despeito de o menu ser parecido, o pastel ao ser deglutido sugeriu  uma perigosa inconstância. O recheio saltou em minha boca inteiro, deixando a casca vazia como um grande resto sem graça a ser engolido. Azar? Tentei em uns 3 dias diferentes até desistir do petisco. Algo estava errado. &lt;br /&gt;A despeito de ter um novo proprietário, o estabelecimento não se tornou um membro oficial da rede de botecos, permanecendo com a alcunha que havia antes. E ali nunca consegui ser bem atendido. Sentei um dia para ver o futebol e no intervalo do segundo tempo pediram que eu (e mais uma turma nos arredores) nos mudássemos para outras mesas, pois eles iriam transmitir uma luta ao vivo. Claro que os novos lugares “sugeridos” eram em mesas bem mais desconfortáveis...Ora, se não tinham a intenção de transmitir o jogo inteiro, então por que começaram? Parece tão lógico. Mas eu estou errado, sou consumidor, freguês, logo estou errado. O sensato é eles me transferirem para uma mesa no canto. Claro que não topei. Levou mais uns vinte minutos para que o garçom trouxesse a conta e eu paguei com dinheiro trocadinho, caso contrário, ao esperar o troco, ia me atrasar para o segundo tempo.&lt;br /&gt;E vamos dar 3 urras porque temos um boteco com um cardápio igual ao poderoso XXX (preencha o nome - dica, 3 sílabas!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-7199881469922185584?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/7199881469922185584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=7199881469922185584' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7199881469922185584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7199881469922185584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2011/10/o-romantico-incuravel-ou-saudades-do.html' title='O romântico incurável ou saudades do balcão'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-7596300541675449054</id><published>2011-07-29T11:40:00.003-03:00</published><updated>2011-07-29T11:49:06.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='janis joplin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amy winehouse'/><title type='text'>A filha de Janis</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2Li31sB8rwE/TjLH-DVZ9OI/AAAAAAAAACA/PYBtCsah0ZQ/s1600/amy-winehouse.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2Li31sB8rwE/TjLH-DVZ9OI/AAAAAAAAACA/PYBtCsah0ZQ/s400/amy-winehouse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634785952654816482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi-se Amy Winehouse, legítima representante do pop retrô, de um som delicado, algo jazzy. Acho que Amy Winehouse vai deixar muitas saudades, principalmente porque sua vida estava tão devassada aos olhos do publico que ela já nos “parecia da família”. Ela acabou se tornando um ícone dos tempos da Internet, seus escândalos tinham vida própria e interagiam com os fãs. Ela nem precisava do talento que tinha.&lt;br /&gt;Falar de Amy ou Angelina Jolie ou Britney Spears faz parte de nossa marcante pretensão. Não raro vejo as pessoas se referirem a um artista atual, com tanta autoridade, que assusta. “Ela era apaixonada pelo Blake (ex de Winehouse), mas foi ele que a levou a usar crack, desde então ela....”. Começa assim, citando o que saiu nos jornais e depois acrescentam sua visão(ou analise) particular: “ela era a típica inglesa, que parecia liberal, mas era conservadora ao extremo, inclusive ela era do tipo que...”E tome blá blá blá. Não dá para não questionar: ora, se a gente convive com amigos (ou parentes) e muitas vezes, depois de anos bem intensos, nos surpreendemos ao descobrir que não os conheciamos de verdade; se mesmo uma convivência não é garantia de nada, como é possível que alguém acredite conhecer a Amy só por linhas que saem no jornal?&lt;br /&gt;“Ela bebe e depois se droga, não aceita criticas e começa a ficar alucinada..”, posso ouvir a voz cheio de autoridade de alguém que fala como se tivesse tomado suco de laranja com a cantora durante as manhãs dos últimos sete anos. Da minha parte, sei que ela “enfiava o pé na jaca”, o que não é novidade. O resto das digressões, se ela aceitava criticas ou se era uma típica canceriana ou geminiana ou escorpiana, não faço a menor idéia. Diante de um milhão de matérias “jornalísticas” que saíram sobre ela nos últimos anos e, quase todas falando dos escândalos, me orgulho de dizer que não sei nada sobre Amy Winehouse. Sei apenas o que saiu no jornal, mais especificamente, o que dava para aproveitar. Que ela não conseguiu completar um show no determinado dia. Que ela morreu.&lt;br /&gt;Sua morte foi um choque. Para alguns, pela musica. Para outros (uma legião imensa), porque ela havia se tornado uma espécie de personagem de todos. Ela era um bem comum. Dando vexames, errando a letra, tropeçando, aparecendo doidona por aí. As pessoas se lamentavam, mas, no fundo, ela era uma personagem tão real quanto qualquer um desses participantes de reality show. “Não era para ter morrido, levou a sério demais o personagem”, alguém pensou. Conectar-se a um site e ler sobre o último vexame de Amy tornava menos medíocre a vida de muitos de nós.&lt;br /&gt;Acho que a sociedade é assim: precisa rir de alguém como ela. Que é mulher, tem a aparência diferente e, principalmente, é um artista de talento e bem sucedido. Existem milhões de mulheres parecidas (fisicamente ou pela maneira intensa) com Amy, mas sem o sucesso dela, então são só - preencha aqui com algum adjetivo pejorativo. Mas Amy vendeu musica e ganhou dinheiro, então o desprezo vinha em forma de riso. Às vezes era de escárnio (dos moralistas), às vezes era um riso carinhoso. “Olha, a Amyzinha aprontou mais uma”.&lt;br /&gt;Acho que não sabemos muito sobre Amy, apenas sobre o personagem, temos algumas pistas. Sei que ela não teve tempo de gravar mais cds, o que diminui o tamanho do legado, lançou Franc (em 2003) e Back to black (em 2006) e só. Janis Joplin, que também viveu intensamente, mas de 67 a 70, lançou 4 albuns de estúdio e um ao vivo. A diferença é que na época era interessante(financeiramente) para artistas gravar discos, enquanto que hoje ninguém sabe o que vai acontecer com a industria fonográfica. Sem discos, restaram as excursões e o personagem que não era dela, mas de todos.&lt;br /&gt;Durante uma época achei que as loucuras de Amy eram uma espécie de marketing, pensei que em um futuro, ela fosse se tornar uma velhota, sobrevivente aos anos de abuso, algo como uma versão feminina de Keith Richards. Mas não aconteceu. E agora, quem vai suceder a filha de Janis Winehouse ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-7596300541675449054?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/7596300541675449054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=7596300541675449054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7596300541675449054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/7596300541675449054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2011/07/filha-de-janis.html' title='A filha de Janis'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2Li31sB8rwE/TjLH-DVZ9OI/AAAAAAAAACA/PYBtCsah0ZQ/s72-c/amy-winehouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-8652452729066525386</id><published>2010-12-14T10:39:00.003-02:00</published><updated>2010-12-14T10:45:56.201-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vLEZgPV8fKc/TQdmqxQs6zI/AAAAAAAAABo/c2GDsUJwa78/s1600/flyer_show_18.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 284px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vLEZgPV8fKc/TQdmqxQs6zI/AAAAAAAAABo/c2GDsUJwa78/s400/flyer_show_18.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550517950721354546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilipêndio está de volta aos palcos!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 3 anos, a estréia da nova formação, com Ricardo Caulfield (guitarra e vocais), Alex Costa (Baixo) e Alexandre Fersan (Bateria).  O show será na Audio Rebel, em Botafogo, no dia 18 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No repertório, música dos dois primeiros CDs  e duas faixas que farão parte de  A ETERNIDADE DO CAOS, a sabe, "A noite do Vilipêndio" e "Vigia ou vampiro". E ainda teremos, pelo menos, mais algumas surpresas, como faixas que jamais foram tocadas ao vivo e arranjos diferentes. A banda entrará no palco da Audio Rebel pontualmente às 20h. O texto de divulgação do evento é bem esclarecedor e segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;UMA TARDE RAIVOSA EM BOTAFOGO: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se você gosta de rock (pesado) em português seu programa é aqui!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No sábado 18 de dezembro, o último antes do natal, a Audio Rebel traz o evento UMA TARDE RAIVOSA EM BOTAFOGO. Mas a raiva aqui citada é metafórica, não se traduz em violência, mas na fúria das guitarras das bandas que irão se apresentar. E tem mais, contrariando a moda das letras em inglês canhestro, caros amigos, pasmem: as musicas autorais são em português! E, como diz o ditado, para bom entendedor, meia guitarra basta!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para começar, o evento abre às 18h com o Ponto de Autoridade, trazendo clássicos do rock e musicas próprias, transitando entre o hard e o metal.&lt;br /&gt;Depois, às 19h, é a vez do Homens de Verde e sua proposta autoral, com punk rock que nos remete ao rock nacional da melhor safra, com pique e técnica incontestáveis, porém sem firulas!.&lt;br /&gt;Depois é a vez do Vilipêndio, às 20h, banda carioca que tem dois CDs em seu currículo e shows por todo o underground. Aqui o som fica mais gritado e sujo, com muito sarcasmo. Esta apresentação marca a estréia da nova formação, após a ausência de 3 anos.&lt;br /&gt;Para finalizar, às 21h, o Koiza Ruin e seu punk rock com influência de Ramones e uma pitada de rock and roll! Oriunda de São Paulo, é a primeira vez que este grupo pisa em solo fluminense. Imperdível!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vale ressaltar que os horários serão seguidos à risca, pois a Audio Rebel fecha mesmo às 22h!!! E o ingresso custa sete reais (por extenso para ninguém pensar que esquecemos um zero) e na promoção secreta, o publico pode levar um CD do Vilipêndio (vejam na porta)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-8652452729066525386?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/8652452729066525386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=8652452729066525386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8652452729066525386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8652452729066525386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2010/12/vilip%C3%AAndio-est%C3%A1-de-volta-aos-palcos.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vLEZgPV8fKc/TQdmqxQs6zI/AAAAAAAAABo/c2GDsUJwa78/s72-c/flyer_show_18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-8158741448726898576</id><published>2010-09-10T11:58:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T12:27:28.614-03:00</updated><title type='text'>Beijo da despedida...pobres mulheres!!!!</title><content type='html'>Gosto de filmes clássicos, daqueles antigos que muitas vezes acumulam mofo na prateleira das locadoras...Dia desses não resisti e peguei "Beijo da despedida", com Cary Grant e Jayne Mansfield. E tomei um susto, digo não um "grande susto", mas....&lt;br /&gt;Para começar, o resumo do filme, na embalagem, totalmente na contramão do conteúdo, destacando um suposto interesse do personagem de Grant na lasciva Jayne. Isto acontece só durante alguns minutos e rapidamente a coisa muda de figura.&lt;br /&gt;O filme trata dos dias de licença médica de 4 militares, que se aproveitam, fogem do hospital e se metem em várias confusões. Engraçado em vários momentos (principalmente devido a verve de Grant), seria injusto dizer que a película é apenas uma comédia leve. Alguns aspectos da guerra são realçados como o dos interesses econômicos: os militares são "convencidos" a fazer discursos em favor de um empresário fabricante de navios(ou outro meio utilizado na guerra, não me lembro ao certo),com influência política no governo americano e na própria continuação da guerra. A divergência de interesses em determinado momento é explicada pela opinião direta de Grant: "Você constrói navios, eu destruo". Um dos artificios para convencer a fazer o discurso, era a possibilidade de o empresário usar sua influência para aumentar a licença médica dos militares.&lt;br /&gt;Mas o que me chamou a atenção foi o elenco feminino. A loura voluptuosa Mansfield no papel de...loura burra! Interessada apenas em conhecer militares e civis e se divertir, segundo as proprias palavras da moça. E quem seria o personagem principal, Gwinneth LIvingston, vivido por Suzy Parker, também é um bocado passiva. Imagine que ela diz que sua atividade profissional é "ser namorada de Eddie Turnbill", que se trata do empresário poderoso. Ela mesmo admite que o melhor disso são as horas vagas! Talvez seja por isso que ela não se oponha nenhum pouco aos avanços do comandante Andy Crewson, vivido por Grant. E passa o resto do filme com expressão de mosca morta.&lt;br /&gt;A coisa é tão esdrúxula que mesmo já namorando com Andy, Livingston força o militar a atender um telefonema da ex-esposa. Moral da história: o personagem de Grant acaba aceitando encontrar-se com a ex e ainda culpa a Livingston, pois foi ela quem lhe obrigou a atender a chamada!&lt;br /&gt;O filme é divertido em alguns momentos, mas me chamou mesmo foi a atenção pelo papel que as mulheres exerciam, que reflete um pouco o lugar que as mulheres ocupavam na sociedade na década de 50, antes da revolução feminina.&lt;br /&gt;Ah, o filme é dirigido por Standley Donen, é de 1957, e o título original é "kiss them for me"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-8158741448726898576?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/8158741448726898576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=8158741448726898576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8158741448726898576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8158741448726898576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2010/09/beijo-da-despedidapobres-mulheres.html' title='Beijo da despedida...pobres mulheres!!!!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5422627542906990203</id><published>2010-07-13T12:37:00.001-03:00</published><updated>2010-07-13T12:40:54.505-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lovers-poems.com/fluminense-1.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 550px; DISPLAY: block; HEIGHT: 450px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.lovers-poems.com/fluminense-1.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o campeonato está de volta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5422627542906990203?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5422627542906990203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5422627542906990203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5422627542906990203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5422627542906990203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2010/07/e-o-campeonato-esta-de-volta.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-4364106177710356396</id><published>2010-07-13T12:32:00.002-03:00</published><updated>2010-07-13T12:36:50.001-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.musicbabylon.com/files/imagecache/body350/files/blogpics/glamrock_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.musicbabylon.com/files/imagecache/body350/files/blogpics/glamrock_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;oi, acabei hoje de gravar mais um VOLUME 10, e nessa semana vamos trazer o glam rock para a radio da Uerj! Então não percam: vai rolar Slade, Sweet, David Bowie.... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-4364106177710356396?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/4364106177710356396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=4364106177710356396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4364106177710356396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4364106177710356396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2010/07/oi-acabei-hoje-de-gravar-mais-um-volume.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5476535580825021278</id><published>2010-04-28T14:40:00.005-03:00</published><updated>2010-04-28T15:04:53.826-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='samuel fuller'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixões alucinam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show corridor'/><title type='text'>Quando as paixões alucinam</title><content type='html'>Este blog não morreu!!!! Em algum momento ele irá retornar vitorioso....bom, depende do conceito que vc têm do que seja vitória.&lt;br /&gt;No caso deste blog, vitória será voltar a ser escrito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar ressuscitar o morto, vamos ao meu assunto predileto: filmes !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...que eu vi neste ano de 2010...tantos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacaria alguns, como "Shock Corridor" (Quando as paixões alucinam), de Samuel Fuller, contando o caso de um jornalista que se interna em um hospital psiquiátrico para escrever uma matéria. O Filme é realista, com aquele ritmo antigo (até o som é diferente), de 1963 (mas com pinta de obra da decada de 50), e atordoa, pelo clima claustrofóbico, preto e branco.&lt;br /&gt;Há uma cena que se tornou uma das minhas prediletas: os loucos do tal sanatório ao ouvirem uma musica (instrumental, não me lembro o nome) passam da letargia ao extase, com os olhos repletos de uma emoção genuína, pura, dificil de ver em personagens, digamos, normais. A cena tem uma atmosfera de redenção....o salvação é possível, se usarmos bem essa coisinha chamada alegria....bom, pelo menos, para os loucos. Duvida? Veja essa cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5476535580825021278?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5476535580825021278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5476535580825021278' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5476535580825021278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5476535580825021278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2010/04/quando-as-paixoes-alucinam.html' title='Quando as paixões alucinam'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-1579378324831492377</id><published>2008-10-22T10:04:00.006-02:00</published><updated>2008-10-23T10:47:53.606-02:00</updated><title type='text'>Meu voto é do Gabeira</title><content type='html'>Nesta eleição estou muito tranquilo em relação ao meu voto: vou de Gabeira. Só não me peçam para agir como aquele torcedor que jamais critica o próprio time. Se o Gabeira for eleito, vou torcer por sua administração, não por ele. Então não vou fechar os olhos para os seus equívocos. Ah, será que não estou seguro em relação ao candidato? Ora, é impossível prever se Gabeira fará uma boa administração, mas não existe nenhum político que seja garantia disto. Nenhum. É mais ou menos da mesma forma que nenhum craque de futebol é garantia de vitória. São muitos os fatores que, juntos, formam esta tal de imprevisibilidade.. Às vezes, um bem intencionado político esbarra nas "burocráticas forças do mal", deixando a falsa impressão de que não se empenhou para cumprir as promessas de campanha. Contudo, esta imprevisibilidade faz parte da vida: não dá nem para prever se estaremos vivos amanhã. Ok, estou sendo um pouco fatídico, no entanto quantos não acordaram sem imaginar que estariam vivendo o seu último dia?&lt;br /&gt;Não obstante toda esta conversa sobre imprevisibilidade, meus critérios de escolha são bem objetivos: Fernando Gabeira tem um currículo de defesa de direitos humanos e de meio ambiente que é verdadeiro. Não é um político que surgiu repentinamente como promessas espafalhatosas (vide o Caçador de Marajás no que deu...)&lt;br /&gt;Se é impossível prever uma grande administração, outra coisa, felizmente, é bem fácil de detectar: que Gabeira vai lutar para construir um Rio realmente mais justo, em todos os sentidos, que ele não está preso a interesses reacionários. E contra seu invejável histórico político temos a campanha do seu adversário, que quer oferecer ao povo uma imagem do Gabeira como "almofadinha" com interesses futeis ( como se meio ambiente fosse pouco importante), e representante de uma especie de elite intelectual totalmente fora da realidade...Isto fica claro por uma verdadeira central de boatos que a todo momento divulga tolices do tipo "Gabeira vai liberar a maconha", "Gabeira vai legalizar o casamento de gays"...coisas que não tem pé nem cabeça, porque, sem entrar no mérito da discussão em si, não fazem parte das atribuições do prefeito. Insinuam, maldosamente, apenas para tirar votos do candidato junto a uma parcela mais ingênua da população. Queimar orquestradamente o filme de Gabeira faz parte do vale-tudo da campanha do outro candidato, cujos assessores já começam a enganar a população antes mesmo de o candidato ser eleito. Imagine se isto acontecer. Eu só votaria no Paes se estivesse apreciando o estilo Sergio Cabral Filho de governar. Insensíveis aos anseios da população (veja a penuria em que Cabral deixa a Uerj), parecem farinha do mesmo saco.&lt;br /&gt;Não sou Mãe Diná, a única professia que faço é que no domingo 26 estarei vontado com muita consciência e alegria, pois meu candidato é uma pessoa ligada a direitos humanos, a questões ambientais, que lutou pelas liberdades individuais no período da repressão. Fernando Gabeira é alguém diferentedo modelão de politicos a que estamos acostumados: não fala somente o que se quer escutar.Não é um monstrengo criado por marqueteiros, repetindo bordões que enganam a tantos. Gabeira tem preocupações humanas, em suma, é alguém que não se desvirtuou dos ideais da juventude. Por isso, voto nele com muita alegria. Pela liberdade, por melhores relações humanas, por um Rio de Janeiro mais equilibrado em suas relações sociais. Como é bom poder orgulhar-me de meu voto(como há muito não fazia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-1579378324831492377?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/1579378324831492377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=1579378324831492377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1579378324831492377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1579378324831492377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/10/meu-voto-do-gabeira.html' title='Meu voto é do Gabeira'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-9177929701209165167</id><published>2008-09-02T09:04:00.003-03:00</published><updated>2008-09-02T09:28:01.595-03:00</updated><title type='text'>A Auto-avaliação</title><content type='html'>Vamos fazer uma pequena auto-avaliação, que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tenho que admitir: escrevo de vez em quando. Quem quiser acompanhar não precisa ficar entrando no Blog todo dia...Mas, se quiser visitar, ok, seja bem vindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: este Blog não tem um caráter jornalístico formal, ou seja, não quero me impor aqui a obrigação de um rigor técnico que teria se estivesse escrevendo para um jornal ou revista. Aqui é tudo mais relaxado, é mais um papo entre amigos, uma opinião informal, de certa forma. Contudo, algumas vezes me excedo e escrevo textos queio de elucubrações. E daí?, o Blog é meu!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eis uma pequena análise do que foi publicado neste espaço desde dezembro de 2006. Cheguei á conclusão que este blog se preocupa mais com o Cinema! Mas tudo pode mudar... Olhem abaixo e procurem os artigos, que lhes interessarem nos arquivos. Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 artigos sobre Violência: tortura nunca mais (2006) e Equação da violência (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 artigos sobre Natal (1 análise psico-social e um conto de ficção, ambos em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um artigo sobre seleção brasileira e Copa 2006 (em 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 artigos sobre Relações virtuais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Análise social da corrupção (Terra dos falsos, de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes comentados: Cassino Royale(007), Tudo pela Fama (com Hugh Grant)&lt;br /&gt;A Dama Oculta, (de Alfred Hitchcock), Lula e a Baleia (de Noah Baumbach),&lt;br /&gt;Crime Ferpeito (Alex de La Iglesia),O Cachorro (de Carlos Sorin), Silêncio de Melinda(de Jessica Sharzer), Homem Aranha 3, Onde os fracos não tem vez (dos irmãos Cohen),&lt;br /&gt; A culpa é do fidel (da filha do Costa-Garvas),A era da inocência (Denys Arcand),Tango de Rashevsk(Sam Garbarski) e A Banda (de Eran Kolirin) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha de CD :Dante XXI (Sepultura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise social do momento do Rock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos sobre o Flu: 2, Copa do Brasil e Libertadores da América&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha de Show: Chuck Berry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, por enquanto, falei mais de cinema. ALém destes textos citados acima, outros também estão postados, falando de minhas experiências, coisas meio inclassificáveis para serem tabeladas, estão mais no nível de memórias afetivas ou viagens passionais. Bom, dêem uma viajada e me digam se gostaram!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-9177929701209165167?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/9177929701209165167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=9177929701209165167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/9177929701209165167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/9177929701209165167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/09/auto-avaliao.html' title='A Auto-avaliação'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5962156206841337097</id><published>2008-09-02T08:40:00.002-03:00</published><updated>2008-09-02T08:43:03.535-03:00</updated><title type='text'>Simone resenha  A BANDA</title><content type='html'>Sobre o filme A BANDA, Simone Muniz me enviou uma bela resenha! Gostei muito, serve para enriquecer o conteúdo deste blog! Leiam, abaixo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos os personagens de A Banda por um momento se deparam com o imprevisto de ver uma banda oficial do Egito esquecida no lugarejo tão isolado quanto a pequena comunidade de Bat Hattikva, no deserto de Israel. Dois países bastante distintos seriam aparentemente o mote principal do filme. Porém, muito além do tema inicial, outras divergências se destacam bem mais do que a diversidade de países: os dualismos cidade e o interior, músico e policial, homem e mulher, jovem versus velho, o tímido e o saidinho, o chefe e o subordinado. As dissonâncias se acentuam  muito além das marcas do país de onde vieram, também na idade, no sexo, nas características físicas e nos modos de sentir de cada um. "A Banda" surpreende por tratar de divergências culturais em geral, muito além das existentes entre dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As várias características e fatos da vida dos personagens são revelados em situações nas quais ficam evidentes as marcas relacionados aos símbolos nacionais como os uniformes, as bandeiras, os aeroportos, embaixadas. Mas, além desse destaque aparente, roubam a cena também os condomínios fechados, pistas de patinação, lanchonetes fast-food e outros ambientes comuns a todos em qualquer lugar do mundo. Esses indícios nos lembram que vivemos de forma semelhante, independente do país. Ao reconhecer essas semelhanças entre países, o espectador passa, ao longo do filme, a buscar aproximação com o filme não mais prioritariamente a partir da história dos dois países,  como sugeriria  a sinopse do filme, mas das características dos personagens, seja o galã, a mulher independente, o chefe, ou outro. Ao examinar outras possibilidades de identificação, as imagens e estereótipos seriam supostamente úteis nessa busca. Acontece que os rótulos no filme servem mais do que para demonstrar no que os pensamentos e as emoções humanas se assemelham, do que para diferenciar com o que cada expectador se identifica mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontros, há todo tipo de contraste. Em meio à variedade das situações conjugais - o viúvo, o solteiro, o conquistador, os apaixonados, os mal-casados -, destaca-se a divorciada Dina, dona de restaurante, cujo dia-a-dia é cercado por uma emoção contraditória, esbanjada de forma contida. Ela convive com dois jovens homens - não se sabe se são funcionários do restaurante - que parecem ser os mais solitários do lugarejo. O primeiro, fiel à esposa mas extremamente infeliz no casamento, o segundo, tão tímido que não consegue conquistar uma namorada. A monotonia do restaurante é interrompida ao encontrar os integrantes da banda perdidos no meio do deserto israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dina, no alto da sua vaidade feminina, passa a projetar a imagem do chefe da banda Tewfiq,  o "general", como ela chama. Imagina um cara experiente, orgulhoso, com muitos filhos, interessante e exótico naquele lugarejo, sobretudo para uma mulher bonita como ela. A pompa com que Dina enxerga o oficial se intensifica sob a forma da tensão do personagem Tewfiq. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As feições do policial são rígidas, o que parece se dar por conta da inusitada situação de uma banda egipcia perdida no deserto israelense. Imagina-se, a princípio, que todo o nervosismo de Tewfiq seja a necessidade de manter a dignidade e honra do que representa aquele uniforme de uma instituição oficial do Egito em outro país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ao longo do filme, diminui importância, para a interpretação das reações do personagem, da profissão que ele tem ou o país que ele vem. À medida em que se revelam as imensas nuances da história de vida do personagem, o expectador abandona o que inicialmente pensou ser a motivação do personagem - cargo, país ou estilo de vida. A complexidade das histórias de vida revelada ao longo do filme mostra inesperadas interpretações que se pode fazer do diferente. A diversidade cultural passa a abarcar além das diferenças pontuais ligadas à nação, à idade, ao sexo, à profissão. E a se relacionar com uma dimensão a mais, a das histórias de vida e da riqueza de sentimentos e sensações ligados a ela. &lt;br /&gt;Todos os personagens de A Banda por um momento se deparam com o imprevisto de ver uma banda oficial do Egito esquecida no lugarejo tão isolado quanto a pequena comunidade de Bat Hattikva, no deserto de Israel. Dois países bastante distintos seriam aparentemente o mote principal do filme. Porém, muito além do tema inicial, outras divergências se destacam bem mais do que a diversidade de países: os dualismos cidade e o interior, músico e policial, homem e mulher, jovem versus velho, o tímido e o saidinho, o chefe e o subordinado. As dissonâncias se acentuam  muito além das marcas do país de onde vieram, também na idade, no sexo, nas características físicas e nos modos de sentir de cada um. "A Banda" surpreende por tratar de divergências culturais em geral, muito além das existentes entre dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As várias características e fatos da vida dos personagens são revelados em situações nas quais ficam evidentes as marcas relacionados aos símbolos nacionais como os uniformes, as bandeiras, os aeroportos, embaixadas. Mas, além desse destaque aparente, roubam a cena também os condomínios fechados, pistas de patinação, lanchonetes fast-food e outros ambientes comuns a todos em qualquer lugar do mundo. Esses indícios nos lembram que vivemos de forma semelhante, independente do país. Ao reconhecer essas semelhanças entre países, o espectador passa, ao longo do filme, a buscar aproximação com o filme não mais prioritariamente a partir da história dos dois países,  como sugeriria  a sinopse do filme, mas das características dos personagens, seja o galã, a mulher independente, o chefe, ou outro. Ao examinar outras possibilidades de identificação, as imagens e estereótipos seriam supostamente úteis nessa busca. Acontece que os rótulos no filme servem mais do que para demonstrar no que os pensamentos e as emoções humanas se assemelham, do que para diferenciar com o que cada expectador se identifica mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontros, há todo tipo de contraste. Em meio à variedade das situações conjugais - o viúvo, o solteiro, o conquistador, os apaixonados, os mal-casados -, destaca-se a divorciada Dina, dona de restaurante, cujo dia-a-dia é cercado por uma emoção contraditória, esbanjada de forma contida. Ela convive com dois jovens homens - não se sabe se são funcionários do restaurante - que parecem ser os mais solitários do lugarejo. O primeiro, fiel à esposa mas extremamente infeliz no casamento, o segundo, tão tímido que não consegue conquistar uma namorada. A monotonia do restaurante é interrompida ao encontrar os integrantes da banda perdidos no meio do deserto israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dina, no alto da sua vaidade feminina, passa a projetar a imagem do chefe da banda Tewfiq,  o "general", como ela chama. Imagina um cara experiente, orgulhoso, com muitos filhos, interessante e exótico naquele lugarejo, sobretudo para uma mulher bonita como ela. A pompa com que Dina enxerga o oficial se intensifica sob a forma da tensão do personagem Tewfiq. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As feições do policial são rígidas, o que parece se dar por conta da inusitada situação de uma banda egipcia perdida no deserto israelense. Imagina-se, a princípio, que todo o nervosismo de Tewfiq seja a necessidade de manter a dignidade e honra do que representa aquele uniforme de uma instituição oficial do Egito em outro país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ao longo do filme, diminui importância, para a interpretação das reações do personagem, da profissão que ele tem ou o país que ele vem. À medida em que se revelam as imensas nuances da história de vida do personagem, o expectador abandona o que inicialmente pensou ser a motivação do personagem - cargo, país ou estilo de vida. A complexidade das histórias de vida revelada ao longo do filme mostra inesperadas interpretações que se pode fazer do diferente. A diversidade cultural passa a abarcar além das diferenças pontuais ligadas à nação, à idade, ao sexo, à profissão. E a se relacionar com uma dimensão a mais, a das histórias de vida e da riqueza de sentimentos e sensações ligados a ela. "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5962156206841337097?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5962156206841337097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5962156206841337097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5962156206841337097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5962156206841337097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/09/simone-resenha-banda.html' title='Simone resenha  A BANDA'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-1446027538703671738</id><published>2008-08-28T08:39:00.004-03:00</published><updated>2008-08-28T09:52:19.471-03:00</updated><title type='text'>A Banda de todos nós...</title><content type='html'>A Banda é daqueles filmes que passeiam tranquilamente entre a melancolia e o humor. A roteiro conta a aventura de uma pequena banda da polícia egípcia que vai para Israel, com intuito de fazer uma apresentação em um centro cultural árabe. O grupo chega no país e não aparece ninguém para buscá-lo no Aeroporto, e,logo os músicos tem de de encarar todo tipo de imprevisto, como o desconhecimento da língua, as diferenças culturais, e não saber nada do caminho para o lugar que fariam a apresentação.&lt;br /&gt;O mote do filme já é engraçado, porque a tal banda, de vestimentas azuis, passa a perambular sem rumo, atraindo a atenção das pessoas da localidades. A dificuldade de se adaptar à situação faz com que os integrantes do grupo acabem lidando com seus dramas pessoais e a conclusão do filme sugere que aquela aventura servirá para fortalecer as relações humanas. &lt;br /&gt;O chefe do grupo, Tewfiq Zacharya, é um homem vivido, personagem interpretado magistralmente por Sasson Gabai.Ele é burocrático, ranzinza, um tipo sempre tenso, mas deixa transparecer um certo tom de tristeza que vai acabar se esclarecendo nos minutos finais da história. Os outros personagens importantes são a mulher Dina, que se interessa por Tewfiq, e o jovem Haled, integrante da banda, que está mais preocupado com suas conquistas amorosas do que com as responsabilidades. O pano de fundo é o deserto, nada mais adequado a uma obra que alude à dificuldade do homem de se relacionar e como esta verdade torna-se incômoda quando estamos expostos a uma situação-limite (como a banda, que estava em um país desconhecido, sem falar a língua local, sem a moeda adequada às necessidades, etc). Agridoce comédia humana, alegre e triste; pequeno filme, de orçamento barato, que consegue dizer tantas coisas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-1446027538703671738?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/1446027538703671738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=1446027538703671738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1446027538703671738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1446027538703671738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/08/banda-de-todos-ns.html' title='A Banda de todos nós...'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5112319987444794352</id><published>2008-07-08T09:52:00.002-03:00</published><updated>2008-07-08T10:04:16.844-03:00</updated><title type='text'>Nenhuma derrota pode diminuir o Fluminense</title><content type='html'>Ainda ecoa um pouco a derrota do dia 2 de julho...acho que todo mundo ficou chateado de perder a libertadores...mas hoje o sentimento mais forte foi o de ter participado de um momento histórico do clube, pois, mesmo não vencendo, nada vai apagar as vitórias sobre o São Paulo(time que já nos impôs muitos dessabores) e sobre o Boca Juniores, que não era eliminado por um time brasileiro em Libertadores há dezenas de anos...E o torcedor tem que fazer sua parte, na vitória e na derrota. Cumprimos magnificamente nosso papel.&lt;br /&gt;O Flu merecia ter sido campeão, mas não foi, paciência. Eu não me tornei tricolor porque a sala de troféus tinha uma dezena de títulos da libertadores, embora este majestoso recinto tenha até um título da década de 50 que seria o equivalente hoje ao mundial de clubes. A gente se torna tricolor por um motivo maior, algo mais, um valor espiritual, indescritível. Também não deixamos de sê-lo por causa daquele momento sombrio quando caímos para a série C.&lt;br /&gt;Aos que torceram contra, parabéns também. Nos nossos tempos de prazer virtual, é bem coerente que alguns torcedores brasileiros peguem carona no gozo equatoriano. &lt;br /&gt;Perder nos pênaltis não é vexame. Vexame seria se tivéssemos vencido por uma boa diferença de gols no Equador e se sofrêssemos uma goleada no Maracanã. Isto seria vexame. Aliás, isto lembra alguém (ou alguns)?&lt;br /&gt;O que importa foi mesmo a festa maravilhosa feita pela torcida. E festa se prolongou por todos os jogos em que construímos a melhor campanha deste ano. Terminou nas cobranças. Todas estas vitórias foram fruto de um trabalho, então não se chegou tão perto por acaso.&lt;br /&gt;As pessoas gostam de investir na ignorância alheia. Nos mitos. O Internacional, do sul, era, por exemplo, o time que não tinha Libertadores e nem o Mundial, e isso era proclamado pela torcida Rival(que tinha estes títulos). Em 2006 (se não me engano), este tabu caiu. É isto, as torcidas vivem a base destes estigmas, do tipo “nós temos libertadores, vocês não”. Aos profissionais do futebol, cabe derrubar estes mitos e construir outros. Investir nas categorias de base, nas contratações de futuros valores, ou de atletas consagrados. Ou seja, trabalhar para construir uma nova história.&lt;br /&gt;Aos homens da imprensa, espera-se que se distingam minimamente dos torcedores, com idéias mais serenas. Infelizmente, alguns esperaram ansiosamente para celebrarem esta derrota, travestidos de jornalistas. Qual o valor de um diploma de jornalista, se o profissional ganha a vida de fazer juízos de valor superficiais ou divulgar futricas semanais, em suas colunas? Sorte que esses são a minoria.&lt;br /&gt;O Flu chegou bem perto, não foi por acaso. Em 2005 perdemos a Copa do Brasil para o Paulista. Em 2007, fomos de novo à Final e fomos campeões. Não é fruto do acaso, mas do trabalho e da força do patrocinador. Vamos seguir em frente, dar a volta por cima no brasileiro e mostrar que temos um excelente plantel. Flusão, continuo acreditando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5112319987444794352?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5112319987444794352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5112319987444794352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5112319987444794352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5112319987444794352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/07/nenhuma-derrota-pode-diminuir-o.html' title='Nenhuma derrota pode diminuir o Fluminense'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-9048127405341046762</id><published>2008-06-25T10:02:00.002-03:00</published><updated>2008-06-25T10:05:04.400-03:00</updated><title type='text'>A equação da Violência</title><content type='html'>Deu no jornal, nos últimos dias, a notícia sombria, revoltante: “os jovens entregues por militares do Exército a traficantes do morro da Mineira (zona norte do Rio) foram torturados e mortos com 46 tiros, segundo laudo do Instituto Médico Legal”.&lt;br /&gt;A violência, a falta de compromisso com o cidadão, a covardia chocaram o Brasil. Um militar deveria estar servindo supostamente ao país, e não aos desmandos de traficantes...&lt;br /&gt;Mas, em conversa informal que tive com um colega, atentei para outro ponto: a revolta, toda a raiva que este fato despertará em centenas de pessoas que moram na comunidade das vítimas. Os parentes que possivelmente odiarão todos aqueles que vestem farda. A associação dos representantes do lei com o que há de pior no crime. Sim, porque do bandido nada se espera, mas do exército sempre se espera um mínimo de postura. Então, a conclusão é que a violência não se encerra em si, tratando-se de mais uma semente de lançada ao solo das nossas desgastadas relações sociais. São atos como este que confirmam quando se diz que determinada comunidade é excluída (termo que desagrada a muitos estudiosos): afinal, não há como negar que o poder público, ali representado por aqueles militares, não serviu para proteger os jovens (muito pelo contrário).&lt;br /&gt;Para finalizar, uma pergunta-pedrada: &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;quem são essas pessoas que empunham fuzis com a missão de nos proteger&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;? Como se chega a um ponto como este, deste crime hediondo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-9048127405341046762?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/9048127405341046762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=9048127405341046762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/9048127405341046762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/9048127405341046762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/06/equao-da-violncia.html' title='A equação da Violência'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-4205543990271489337</id><published>2008-06-19T09:11:00.002-03:00</published><updated>2008-06-20T10:46:45.490-03:00</updated><title type='text'>Hail, hail, Chuck Berry!!!</title><content type='html'>O homem tem 81 anos! Imagine se eu ia deixar de assistir a  um dos caras que criaram essa coisa aí, o tal rock? Não, meus amigos, é disso que o rock fala: riffs como o da introdução de Johnny B.Goode! Um riff tão simples e direto e, ao mesmo tempo, por um infindável mistério, de teor absolutamente hipnótico. Ele não precisaria ter criado mais nada, apenas este singelo e “quase subversivo” fraseado do rock. Não, meus amigos, o rock não nasceu de arpejos diminutos de bizarras escalas orientais! O rock é mais simples: blues + country, ou seja, é o escravo e o branco, o sagrado e o profano!!!&lt;br /&gt;E o Chuck veio ao Rio, trouxe o filho, fez um show curto, e daí? Algum nerd da platéia deve ter se iludido: “olha, eu toco bem melhor do que este cara!”. Mas, claro, agora o ensino de guitarra é uma tecnologia vastamente destrinchada. Você faz os exercícios um milhão de vezes por dia e se achar que não tem muito ouvido para a coisa, use um afinador eletrônico! Hoje é uma questão de tempo (para se dedicar), dinheiro (para ter acesso a bons professores e material didático) e, claro, força de vontade! Contudo, se você tem talento natural, facilita muito. É evidente que aqueles não tão dotados de talento também podem se desenvolver, por meio de estudos e até se tornarem respeitáveis músicos! Mas quantos (entre estes músicos talentosos e também entre os não-tão talentosos) criarão riffs como o de "Roll over Beethoven"? Que por sinal, Chuck não tocou no Rio, infelizmente.&lt;br /&gt;Aliás, podemos dizer que um músico clássico jamais poderá assistir a Beethoven ou Chopin em um recital! Jamais assistirá a esses caras, simplestemente porque eles estão fazendo seus recitais em outra dimensão! Mas, nós, afortunados roqueiros(que conseguimos economizar), podemos assistir a um dos inventores do rock! Assistir a Chuck é uma espécie de “benção, meu pai”!&lt;br /&gt;E o show? Olha, o cara tocou rock e algumas levadas de blues, deixou de tocar Rock and roll music e Roll over Beethoven, mas mandou outras como You never can tell, da trilha-sonora de Pulp Fiction, em cena antológica de dança entre Travolta e Thurman!&lt;br /&gt;Sua performance é algo minimalista, em alguns momentos muito delicado e, em outros, espanca a guitarra. As notas – ah, as notas! – nem sempre foram fiéis aos tons propostos, mas nunca deixou de haver atitude! Sua simpatia, seu jeito malandro, digno de nossos sambistas da velha guarda...por sinal, como seria um encontro entre um Chuck Berry e um Walter Alfaiate? Deixemos para outra hora essas digressões...&lt;br /&gt;Tenho que abrir este penúltimo parágrafo para dizer que sempre percebi em Chuck uma diferença grande para muitos outros roqueiros como Little Richard ou Elvis, ou mesmo Jerry Lee Lewis. Ao contrário destes, a performance vocal nunca foi visceral. Chuck Berry sempre colocou a voz de uma maneira algo chorada. Em dúvida, ouça “Menphis, Tenessee”, que foi muito regravada, mas ficou insuperável na versão original. E, talvez, por este seu estilo vocal, que contrastava com sua guitarra vibrante, hoje o cantor tenha conseguido adaptar bastante o seu repertório a uma performance mais lenta. Malandramente melancólico.&lt;br /&gt;Àqueles que se decepcionaram com o show, uma pergunta. Por que velho roqueiro deveria se aposentar? Suas musicas estão imortalizadas nos CDs e sempre serão fonte de entretenimento. Estão perfeitas, brilhantes e serão reproduzidas eternamente em todos os tipos de mídia. São registros de uma época. Contudo, como podemos negar que a arte é um quesito selvagem e se manifesta justamente pelo ingrediente humano?  E nada mais humano do que o fator tempo, que fez Chuck Berry metamorfosear toda a sua obra para que ela possa ser executada com dignidade depois de mais de oito décadas de história! Ele tocou o repertório que quis e não tentou ser um cover de si mesmo. Ironia: usar o passado da maneira como quer sem estar acorrentado a esta ou aquela convenção. Ele é gênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-4205543990271489337?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/4205543990271489337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=4205543990271489337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4205543990271489337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4205543990271489337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/06/hail-hail-chuck-berry.html' title='Hail, hail, Chuck Berry!!!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-2291158114360160534</id><published>2008-06-16T09:56:00.001-03:00</published><updated>2008-06-16T09:59:00.028-03:00</updated><title type='text'>Previsão soturna</title><content type='html'>O desenvolvimento da humanidade passou por muitos estágios, e podemos pensar na trajetória como marcada pelo desenvolvimento da ciência, da tecnologia e também das sociedades. Ora, o homem das cavernas era um ser rudimentar, uma espécie instintiva, muito distante do homem que hoje se veste para proteger do frio(e se preocupa com visual destas vestimentas) e que se comunica por computadores ou celulares. Durante muito tempo, preso aos instintos básicos, o homem foi o maior inimigo do homem.&lt;br /&gt;A civilização passa por essa idéia: é preciso criar alguma regra para se proteger, ou seja, proteger-se do próprio homem, o adversário que surgia à espreita, mais esperto do que os outros animais. Por mais que vejamos que as leis em países como o Brasil servem a uns poucos, sem dúvida, as leis foram criadas, no mundo, para proteger as comunidades. Era esta a idéia, pena que não exista um esquilíbrio de forças hoje que tornem mais justa a aplicação destas regras.&lt;br /&gt;E por que estou falando disto? Vou fazer aqui uma previsão soturna: o homem hoje corre o risco de tornar-se infinitamente mais violento do que já foi em sociedades anteriores. Imagine um futuro em que possamos decidir tudo pelo computador (e estamos quase lá, mas imagine isso em um escala multiplicada por dez!!!), o homem isolado em seu “feudo tecnológico”, com as redes sociais baseadas em vínculos superficiais...Nesta sociedade em que clicamos um botão do computador e recebemos uma pizza, também poderemos clicar um botão, passar um cartão de crédito e ordenar um homicídio... sinistro, não? Sabem por que isso pode acontecer? Porque a pessoa apenas apertaria o botão e não se sentiria como a verdadeira autora do crime, não haveria o esguichar de sangue, seria quase como eliminar um vilão de videogame. A culpa estaria definitivamente amortecida.&lt;br /&gt;E a culpa é da internet? Não, a web é uma oportunidade maravilhosa de tornar a vida melhor, fazer mais amigos e tudo mais. O problema de hoje é o excesso de individualismo e a superficialidade dos laços afetivos, e tudo isso decorre desta sociedade que nos bombardeia com mensagens que nos dizem que temos ser os melhores, os mais belos, os “mais tudo”.  Precisamos investir na amizade, em coisas mais duradouras. O ser humano é capaz de ações terríveis, mas também de atitudes que nos enchem de esperança. Contudo, para chegar a este último ponto, precisa ser estimulado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-2291158114360160534?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/2291158114360160534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=2291158114360160534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2291158114360160534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2291158114360160534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/06/previso-soturna.html' title='Previsão soturna'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-3668360977718717895</id><published>2008-06-11T09:26:00.001-03:00</published><updated>2008-06-11T09:27:53.098-03:00</updated><title type='text'>Momento auto-ajuda (já me adiantei porque sei que vão dizer isto deste texto)</title><content type='html'>A luta do bem contra o mal não precisa ser épica, pode ser diária, urbana e enfumaçada. Pode ser ao dizermos não para as coisas em que não acreditamos.&lt;br /&gt;Impossível é não nos depararmos com adversários. Então, é neste momento em que nos perguntamos se estamos abrindo mão de nossos valores ou se ainda jogamos conforme as regras que um dia estipulamos para nós mesmos. E, se seguirmos as regras, como derrotar alguém que supostamente não tem limites? Exemplo na vida real: como a polícia pode enfrentar o crime sem perder os seus princípios?  Como um político honesto conseguirá valer seus argumentos em um órgão infestado por corruptos? &lt;br /&gt;Talvez não seja possível vencer inteiramente. Mas é preciso acreditar em algo, sempre. É isso que vai te mover na hora H.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-3668360977718717895?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/3668360977718717895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=3668360977718717895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3668360977718717895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3668360977718717895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/06/momento-auto-ajuda-j-me-adiantei-porque.html' title='Momento auto-ajuda (já me adiantei porque sei que vão dizer isto deste texto)'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-2578574634060776865</id><published>2008-02-19T10:32:00.003-03:00</published><updated>2008-02-19T11:29:23.172-03:00</updated><title type='text'>Onde os fracos não tem vez: elogio ao nada</title><content type='html'>Os irmãos Cohen são badalados ao extremo. Adorados pela crítica, tudo que fazem tem aquele ar de "cult". Eu mesmo sou um dos que se impolgaram com alguns de seus filmes. Mais especificamente "Arizona nunca mais" e "O Homem que não estava lá". Mas não posso deixar de negar que outros tantos me decepcionaram, como "O grande Lebowski", "A roda da fortuna", etc&lt;br /&gt;Agora vamos ao prato principal: "Onde os fracos não têm vez", a nova incursão da dupla. O filme enfoca a perseguição do incrível assassino Chigurh, com uma caracterização impressionante do Javier Barden, a Llewelyn Moss, ex-veterano do vietnãn vivido pelo ator Josh Brolin. Há ainda o xerife interpretado por Tommy Lee Jones e que passa a vida a fazer comentários quase sociológicos. É um homem cansado, decepcionado com a chegada dos novos tempos, da crescente violência, etc. E, por trás de toda a situação, a procura da maleta, cheia de dinheiro. Como cenário, um opressivo deserto que parece ter saído de um clássico do western.&lt;br /&gt;Sem querer me prender a detalhes técnicos, a verdade é que é um filme que prende o expectador na poltrona (seja na de casa ou do cinema), com todo o suspense que propõe. O problema é que o suspense é basicamente construído em cima do personagem de Javier Bardem e se resume a duas vias: a perseguição a Moss, em determinados momentos; e, principalmente, nas cenas em que o assassino trava contato com outros personagens. Como o cara é um matador compulsivo, a cada instante ficamos na dúvida se Chigurh vai matar um pobre incauto ou não. Então, os irmãos Cohen preparam a coisa com um certo tempero. Na realidae, o truque é humanizar ao máximo as possíveis vítimas de Chigurh. Chigurh sempre se depara com uma atendente gordinha, ou senhor de idade que trabalha em um posto, uma moça indefesa, uns garotos ingênuos...ou seja, gente extremamente normal e indefesa. E a gente se idenfifica com estas pessoas e torce para que sejam poupados da sanha homicida. O filme é o tempo todo baseado nisso: "vai matar ou não"? O outro fio do suspense também é mais ou menos a mesma idéia: será que Chigurh vai matar Moss? Este último é um personagem de boa índole, um homem comum com habilidades fora de série e coragem que o habilitam a enfrentar e até quase matar o assassino. E, claro,o público se identifica com Moss, o errante, o boa praça. &lt;br /&gt;Fico impressionado com a quantidade de críticos e resenhistas que vêem na história do filme uma metáfora dos novos tempos (da violência-capitalismo-consumismo) representados por Chigurh, que não tem piedade e parece ser invencível.&lt;br /&gt;Se, vá lá, optarmos por esta abordagem, então, trata-se de uma obra bem reacionária, porque aposta no mito, nas "forças indestrutíveis" da nossa sociedade.&lt;br /&gt;Tecnicamente, é um trabalho impecável. Até a opção por demonstrar (ou não demonstrar) "à distancia" o embate final entre Moss e Chigurh pode ser encarada como uma opção válida, que causa um certo estranhamento, pelo anti-climax. Claro que vai desagradar a muitos, mas foi uma opção que fugiu ao convencional, merece o crédito pela ousadia.&lt;br /&gt;Por outro lado, o que vem à minha mente ao sobreviver aos momentos tensos deste filme é que, na realidade, o filme todo é, ao contrário do que muitos dizem, uma enorme concessão que os irmãos Cohen fazem às bilheterias. O que não agrada mais hoje em dia do que "um filme de matança"? É só conferir o Tarantino, os sexta-feira 13, os "Albergues", "Jogos Mortais", etc. Nada vende mais do que a violência. Aqui eu tenho minha teoria: ao propor todo este sangue e mortes, o cinema oferece uma maneira do expectador fazer sua catarse. Em nossa sociedade de competição desenfreada, nada incomoda mais o ser humano do que outro ser humano. Então tem muita gente se divertindo vendo os litros de sangue escorrendo sejam no cinema ou jogo de computador. E o cinema reflete este individualismo.&lt;br /&gt;O filme é um elogio ao nada. Tem os comentários do xerife, para dar a impressão de "filme cabeça". Vai agradar a todas as facções. Na realidade, "Onde os fracos..." não é um filme de faroeste, mas está mais para filme de terror. Bem realizado, só isso. Se eu quiser uma metáfora dos novos tempos, existem muitos filmes mais sérios como, por exemplo, "O Corte", de Costas Gravas, com uma violência menos comercial e apelativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-2578574634060776865?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/2578574634060776865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=2578574634060776865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2578574634060776865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/2578574634060776865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/02/onde-os-fracos-no-tem-vez-elogio-ao.html' title='Onde os fracos não tem vez: elogio ao nada'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-3234211174001825920</id><published>2008-02-14T11:07:00.004-02:00</published><updated>2008-02-14T11:51:08.911-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aqui estou eu espantando a preguiça! E retomando este blog! Bom, para inicio de conversa, vou falar do meu tema favorito: cinema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM 2007, vi grandes filmes, mas, sem duvida, três se destacaram imensamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A ERA DA INOCÊNCIA, de Denys Arcand. É o mesmo cara que dirigiu "As invasões bárbaras" e aqui ele demonstra as mesmas preocupações. Ou seja, com a questão do homem moderno, com a vida contemporânea, repleta de exigências, regras e competitividade. O personagem principal do filme sente-se mal no casamento e no emprego e passa muito tempo em divagações, sonhos...Em sua prodigiosa imaginação, ele é sedutor, forte, um homem de sucesso...são imagens que contrastam com realidade que vive. E o filme acaba se tornando a busca deste personagem não pelo sucesso, mas por aquilo que lhe custa caro e nem ele sabe o que é...talvez seja este o ponto principal: a dificuldade em comunicar-se, ainda mais se levarmos em consideração a forma como cada um de nós está aprisionado em suas expectativas, receios, tensões...bom, a era da inocencia é a era do individualismo e da infantilidade e o diretor mostra isto com muito humor e, decerto, crueldade( não há sangue, mas uma visão que não poupa ninguém)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - O TANGO DE RASHEVSK: Dirigido por Sam Garbarski, este é drama, é comédia, é principalmente um verdadeiro libelo pela tolerãncia, por um mundo que aceita as diferenças...o filme parte do falecimento de uma matriarca judaica e da reunião de família...na história vemos como vários personagens reagem diante da situação. Como o homem que quer se converter para conquistar uma das moças da família e uma outra série de acontecimentos ora engraçados, ora um pouco tristes. Com certeza, um dos filmes mais delicados de 2007. Para ser visto por todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A CULPA É DO FIDEL - Outro filme sobre a liberdade...Uma menina de 9 anos tem seu mundo abagunçado quando seus pais entram no movimento comunista...a graça do filme é como esta menina fica aborrecida com a nova realidade (o filme se passa em Paris na decada de 70), é proibida de assistir às aulas de religião, tem sua babá querida (e anti-comunista) substituída, vai morar em uma casa menor e "menos burguesa", etc&lt;br /&gt;E, a todo momento, a menina contesta os pais e demonstra o quanto dogmática pode ser qualquer visão do mundo. Mas não pense que o filme seja anti-comunista ou coisa parecida, o próprio desenrolar da trama demonstra que não. É uma comédia, sensível, que, com cenas absurdamente engraçadas, contesta um pouco o autoritarismo e&lt;br /&gt;as visões que muitas vezes os pais tentam impor aos filhos. Acho que é um filme pela liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-3234211174001825920?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/3234211174001825920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=3234211174001825920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3234211174001825920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3234211174001825920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2008/02/aqui-estou-eu-espantando-preguia-e.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5140292606887572983</id><published>2007-11-30T11:15:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T12:19:20.945-02:00</updated><title type='text'>Terra dos falsos</title><content type='html'>O whisky é falsificado, o leite é falsificado, as promessas dos políticos são falsificadas, o exame anti-dopping é falsificado...o que é real no Brasil?&lt;br /&gt;E a tendência é piorar...espere até a Copa do Mundo em 2014! Nós teremos então o apogeu da cópia, da falseação, do "parece, mas não é"! Ingressos falsos, bilheterias falsas, anti-dopping falso (a favor da nossa escrete e contra nossos "adversários"...) E, ainda por cima, se depender dos nossos "craques atuais", teremos uma seleção de jovens milionários entendiados que passeiam em campo. Mas faz sentido: é a seleção dos craques falsificados representando um país que tem enorme apreço pelas cópias piratas...Sorte nossa que 2014 ainda está distante, até lá podem surgir jogadores que conciliem habilidade com...digamos, um pouquinho mais de vibração.&lt;br /&gt;Quer saber?  Desde já lanço a campanha "Turistas, não venham!"...afinal, os ingênuos que se aventurarem por essas terras o que encontrarão? Verdadeiros tubarões do asfalto, ou seja, todas as armadilhas dos grandes centros urbanos, mas com o agravante de que aqui a cada dia que passa descobrem-se novas maneiras de tirar o dinheirinho dos incautos. Se a ciência do mundo avançasse como a criminalidade tupiniquim, acho que a vacina anti-aids já seria uma realidade há tempos!&lt;br /&gt;O crime no Brasil é um grande mercado de trabalho! Há para todos os gostos, desde o simples roubo à mão armada, o sequestro relâmpago, até golpes, cada vez mais criativos! E nós temos que estar sempre atualizados para não sermos pegos desprevenidos! É tanto crime que, se for por falta de assunto,o programa LINHA DIRETA jamais vai sair do ar! Isto, sem contar com todas as mutretas efetuadas por políticos em Brasília. Isto que é: para desviar dinheiro, receber mensalão  e coisas do gênero, esses homens recebem salários milionários pagos pela população! É uma coisa tão estapafúrdia que chega a ser surrealista. E surrealismo, meus amigos, é arte, todos sabem! Parabéns, políticos (mas claro que há exceções, afinal toda generalização é perigosa).&lt;br /&gt;Voltando ao futuro (2014) e às futuras vítimas da sanha dos nossos golpistas, faço uma breve indagação. Por que diabos um morador de um país desenvolvido deveria sair de seu habitat tranquilo para correr risco de ser assaltado, achacado, violentado, sequestrado, agredido,pegar alguma doença tropical ...ou simplesmente não voltar? Não há futebol que valha uma vida. Ou há? Infelizmente acho que esse negócio de vida humana anda meio por baixo aqui no Brasil...Veja só o exemplo do Estádio Fonte Nova. Foi preciso que algumas pessoas morressem e tantas outras ficassem feridas para que se percebesse que não havia condições para o funcionamento do local. Quer dizer, que era perigoso programar jogos no local, já se sabia, mas existe o velho jeitinho brasileiro... Volto à pergunta: Quanta vale uma vida? No Brasil, depende muito, mas parece que não é lá essas coisas. E o cheque ainda pode ser devolvido!&lt;br /&gt;Copa do Mundo no Brasil? Fiquem em casa e vejam pela TV!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5140292606887572983?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5140292606887572983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5140292606887572983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5140292606887572983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5140292606887572983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/11/terra-dos-falsos.html' title='Terra dos falsos'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-4933845745325757219</id><published>2007-06-08T22:27:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T22:41:33.366-03:00</updated><title type='text'>Esse é o Flu!</title><content type='html'>Não há mais lugar para a ingenuidade. EM 1995 houve a barriga santa,e lá estava o título histórico do fluminense, em um período em que tudo parecia conspirar para dar mais um título para o Flamengo. Afinal, era o tal "ano do centenário flamenguista". Mas havia a barriga de Renato Gaúcho, patrocinada pela churrascaria Porcão. Ora, se o Fla nasceu de uma cisão do próprio fluminense, não havia nada mais lógico do que um gol de barriga, um “gol grávido”. De um jogador que começou em outro tricolor, o Grêmio, e passara bons tempos também identificado com o Flamengo. Agora, em 2007, Renato participa também de outro momento histórico do Flu: o título da Copa do Brasil, depois de tanto tempo em que o tricolor das Laranjeiras estava na fila, amargando um jejum de taças nacionais.&lt;br /&gt;Os tempos agora são outros. No lugar da churrascaria Porcão, o patrocinador foi uma firma de seguros de saúde. E bem se pode dizer também que nosso coordenador de futebol, o Branco, ostenta uma forma física que nada deixa a dever ao súino que representa a tal rede de churrascarias. E, continuando, no lugar de uma barriga santa, um artilheiro de nome lipoaspirado: Magrão, que felizmente não fez dieta de balançar as redes! Foi dele o passe para o gol decisivo de Roger, zagueiro com forte história no Grêmio, outro time tricolor. Com que Renato talvez mantenha até uma identificação mais forte. Então, Magrão, Roger, Renato e....Branco, superlateral que contribuiu fortemente para conquistar o título do brasileiro de 1984...essa foi parte da trupe cujos fluidos muito positivos ajudaram na conquista. Fluídos positivos ou energia mística contra a urucubaca (ou "URUBUcada") alheia.&lt;br /&gt;Isto sem esquecer os demais jogadores, com igual importância. Fernando Henrique, o goleiro, treinou muito bem seus ajudantes, as traves, que salvaram o Flu contra o Brasiliense e também contra o Figueirense. Alex Dias foi outro nome importante no esquema. Atacante capaz de jogadas de plástica monumental, contudo igualmente capaz de chutar na arquibancada o gol que seria o segundo do Flu contra o Figueirense e que nos daria uma tranqüilidade maior no placar. Os zagueiros foram perfeitos, mais especificamente Thiago Silva e Roger, nas finais, e Luis Alberto, em outros jogos. Carlos Alberto, que deveria ter sido o grande craque, acabou se tornando o atleta a cometer o maior número de faltas pelo Flu na partida decisiva. Mas você já viu quantas partidas decisivas ele já venceu? O Flu tem que renovar com ele, nem que seja para usar como amuleto! A mesma coisa com o Fabinho, que pelo currículo, alguém poderia imaginar que se trata de um supercraque. Mas ele foi fundamental na marcação e prova que o Flu agiu certo ao trazê-lo para essa temporada. Fabinho foi muito criticado, mas cresceu nos momentos decisivos. A torcida tem que admitir, né?&lt;br /&gt;Fico imaginando Renato Gaúcho dando instruções a Magrão e Alex Dias: “Quero o ataque rápido, mas quando perderem a bola, é pra voltar até a nossa área.” Acho que Alex, Magrão e Carlos Alberto acabaram entendendo só a parte de marcar, marcar, marcar. Será que Renato pediu que eles só marcassem? Se foi isso, que sujeito retranqueiro! Mas parando para pensar: qual o problema de o Magrão estar dentro da área tricolor para ajudar os zagueiros e, depois de 15 segundos, aparecer na área adversária para concluir um cruzamento dos nossos laterais? Ô, Magrão, só durante 90 minutos, depois você descansa...&lt;br /&gt;Mas o Flu não jogou na retranca, pois uma retranca não deixa os jogadores adversários cruzarem todas as bolas dentro da área! Cheguei à conclusão de que se o Flu pudesse ter vencido por 0, 5 a zero, fa-lo-ia, com certeza! Se duas bolas na trave fossem consideradas um quarto de gol, lá estaria o fluminense, vencendo por 0,25x 0! Vencer não é o suficiente, tem que maltratar o adversário, dando a eles a ilusão de que iriam empatar o jogo a qualquer momento. E tem que maltratar a própria torcida, pois o time fez um gol com cerca de três minutos e passou outros 90 apenas espanando a bola para frente (e desperdiçando boas oportunidades). Mas esse é o Flu, do gol aos 45 minutos do segundo tempo contra o Fla, em 85, do título nacional contra o Vasco, quando formou uma retranca Parreirística para segurar o empate, do gol de barriga, do gol de cabeça meio sem querer contra o Volta Redonda, em 2005. Esse é o Flu, e por que alguém haveria de torcer por outro time? Sou tricolor de coração!!! Salve o time mais emocionante do futebol brasileiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-4933845745325757219?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/4933845745325757219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=4933845745325757219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4933845745325757219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/4933845745325757219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/06/esse-o-flu.html' title='Esse é o Flu!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5088095464479157999</id><published>2007-06-06T10:11:00.001-03:00</published><updated>2007-06-06T10:16:08.095-03:00</updated><title type='text'>Homem-Aranha 3 e a lógica dos games</title><content type='html'>Como fã de quadrinhos, não resisti. Apesar de todo receio da decepção, encarei o HOMEM-ARANHA 3. Foi em uma noite chuvosa de segunda-feira, quando passei em frente ao cinema que, como não tive a minha última aula, resolvi entrar e encarar a fera.&lt;br /&gt;Os dois primeiros filmes da série são perfeitos. Na realidade, até acho que segundo superou o primeiro. Por isso, eu estava tão apreensivo. Como conseguiriam manter o nível tão elevado quanto foi  em HOMEM-ARANHA 2?&lt;br /&gt;Aqui vão algumas considerações. A graça dos primeiros filmes foi justamente de conseguir transpor para as telas o ritmo dinâmico e o humor que marcaram principalmente os primeiros anos dos quadrinhos do Aranha. Mesmo o drama que atinge Peter Parker e o faz amadurecer não chega a se tornar um dramalhão. Os filmes 1 e 2 possuíam essa leveza e, para mim, essa qualidade inegável de incorporar, na telona, a velocidade com que os fatos se sucediam nas HQs do herói.  É cinema em função dos quadrinhos, o que pode ser ótimo quando bem feito. Na contramão,  estão os "Superman 1 e 2", clássicos absolutos: é o quadrinho que se torna o ingrediente de obras que buscam essencialmente a linguagem cinematográfica, a poesia visual. Ou seja, o ritmo é mais lento e  evoca o estilo clássico de filmes de outras décadas, um exemplo disto é a cena em que o Superman leva Lois Lane em um passeio pelos céus. Em termos de ritmo, para comparar, Superman 1 e 2 estariam para a saga O Poderoso Chefão como o Spiderman 1 e 2 estão para a série Indiana Jones. Por isso, a ação tem um peso até maior do que o romance nos filmes do Aranha, enquanto que as primeiras aventuras de Clark Kent são essencialmente românticas e a ação se desenrola até em função do estado de espírito do personagem.&lt;br /&gt;Mas agora voltando a Homem-Aranha 3. O filme apresenta alguns problemas. Dá para perceber que superar os filmes anteriores tornou-se o grande desafio deste novo exemplar e a solução para este impasse foi partir para a lógica do video-game. E qual é a lógica do video-game? Simples, para um jogo superar o anterior, ele deve ser mais bem feito(no que tange a efeitos especiais), assim como deve apresentar ao usuário dificuldades e emoções maiores do que o antecessor. O Homem-aranha usou esse princípio. No novo filme são mais efeitos especiais e o  herói enfrenta três vilões diferentes! Além disso, ainda tem que lidar com problemas com a namorada,  com a concorrência no trabalho, e com um mal que começa a afetar sua personalidade (que não vou contar para não estragar a surpresa). São excessos de adversidades e inimigos para Peter Parker lidar. Foi a forma que os produtores do filme encontraram para tentar fazer um novo trabalho tão emocionante quanto os anteriores. Só que cinema é cinema, e video-game é vide-game (isto é óbvio, né?). Então não é inflacionando de vilões e efeitos especiais que HA3 vai se tornar um grande filme.&lt;br /&gt;Pelo contrário, este excesso traz um problema grave: para que a história não se torne um filme de 3 e 30min ou 4horas de duração, as coisas tornam-se apressadas. Não em relação ao ritmo, mas em relação especialmente ao lado psicológico dos personagens. Tudo se torna mais superficial. Um filme deve criar um clima, e logo nos primeiros 20 ou 30 minutos percebe-se que a solução encontrada aqui para comprimir tantas emoções e, ao mesmo tempo, criar uma empatia do público com os personagens é partir para a pieguice. Por exemplo, o Homem-areia tem uma filha doente, não é má pessoa, mas acabou se tornando um criminoso. A história dele não emociona porque não há tempo no filme para que ela se aprofunde. Fica só a sensação de apelo melodramático, a emoção barata. E esta é uma das características mais fortes do filme. Esta pieguice também traz consigo outro defeito: a infantilidade. Exemplo da cena: ao ser cobrado, Peter Parker grita com o senhorio e a filha deste comenta algo do tipo: “isto não foi legal”. Ou quando este mesmo senhorio aconselha Peter Parker em relação a Mary Jane: “ligue diga apenas que você é um bom homem e ela é uma boa mulher”. Estes diálogos açucarados e infantis podem agradar um público muito jovem, mas não atende a muitos que gostaram dos primeiros filmes e não acham necessárias emoções baratas. Será que não dá para fazer um filme sem menosprezar a inteligência do público?&lt;br /&gt;O Homem Aranha 3 melhora após cerca de 20 minutos quando começa a cena com o Jonas Jameson e, com ele, ganha humor. O distanciamento entre Peter Parker e Mary Jane também tem um tratamento com uma certa sensibilidade, mostrando o que realmente acontece com muitos casais. E a aparição do Uniforme Negro e a maneira como ele afeta a personalidade de Peter Parker também é um grande momento e rende ótimas e até engraçadas cenas como a que Parker dá um verdadeiro show em um bar (não conto mais que isso).&lt;br /&gt;Mas para finalizar, mais arroubos melodramáticos, com todas lágrimas que o diretor acha que vai conseguir tirar do público. No final das contas, acho que o terceiro exemplar da série poderia ter sido tão bom quantos anteriores, se não se preocupasse em exagerar nas tintas. O Homem Areia, por exemplo, foi um vilão que nem precisava ter participado deste filme, foi um desperdício. Se o filme enfocasse apenas o trio amoroso entre parker-Jane-orborn  e a ameaça do uniforme negro já seria o suficiente. Mas por conta do excesso de áçucar posso dizer que o filme em muitas cenas se assemelhou aos piores momentos das HQs do personagem, ao contrário dos filmes anteriores, que bebiam diretamente nas histórias clássicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5088095464479157999?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5088095464479157999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5088095464479157999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5088095464479157999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5088095464479157999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/06/homem-aranha-3-e-lgica-dos-games.html' title='Homem-Aranha 3 e a lógica dos games'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-1970557604336591874</id><published>2007-05-28T11:47:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T12:22:46.664-03:00</updated><title type='text'>Quando o banal deixa de ser impossível</title><content type='html'>Acho que foi uma fase da minha infãncia interrompida. A "fase", no caso, refere-se às minhas tentativas de colecionar figurinhas. No começo, realmente, era muito divertido abrir os pacotes, pois quando o álbum está quase vazio, maiores são as chances de se encontrarem "figurinhas inéditas" para coleção. O problema era quando o álbum estava quase completo. O que deveria ser motivo de alegria transmutava-se em angústia, pois gastava "meu pobre dinheirinho" (como diria Tio Patinhas) e só vinham as "malditas figurinhas repetidas". Como uma praga.&lt;br /&gt;Nunca completei um álbum. E quando percebi que era tão difícil, disse a mim mesmo, antes dos 10 anos de idade: "a partir de hoje largo a figurinha". Equivalia para uma criança à atitude de um adulto ao desistir do cigarro(Claro que estou falando de uma criança de apartamento, dessas que tem babá para levá-la ao parquinho, mas sei que existem crianças que nunca colecionaram figurinhas e também não têm a pretensão de largar seus vícios, que são piores do que a nicotina - contudo, essa história demandaria outra crônica bem mais profunda).&lt;br /&gt;Hoje estava vendo o álbum de figurinhas recém-lançado, aproveitando a onda comercial em cima do novo filme do Homem-Aranha. E percebi: só não completa quem não quer. Você pode pedir a figurinha que falta até pela internet! E, caramba, outra idéia me veio: nestes tempos virtuais como deve ser mais fácil para colecionadores procurarem outros colegas na web, tendo em vista encontrar os cromos que faltam para sua coleção. A internet tem esse poder de agrupar as pessoas por interesses comuns.&lt;br /&gt;Quando eu tentava colecionar figurinhas, terminava sempre com aquela sensação de frustração, de "incomplitude", acho que não é um positivo para ninguém sentir-se fracassado. Ou seja, acho que os álbuns acabavam sendo uma facada na auto-estima das crianças. Mas agora que isso mudou, será motivo para as crianças persistirem na coleção ou será que as facilidades levam os álbuns a serem abandonados até mais incompletos do que os meus?&lt;br /&gt;Bom, se serve de consolo, a despeito de nunca haver completado uma coleção, não sou do tipo de abandona as coisas pelo caminho. Pelo contrário.&lt;br /&gt;Acho que em minha mente habitam milhares de álbuns de figurinha ansiosos por um desfecho feliz, ou no caso, a figurinha derradeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-1970557604336591874?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/1970557604336591874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=1970557604336591874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1970557604336591874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1970557604336591874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/05/quando-o-banal-deixa-de-ser-impossvel.html' title='Quando o banal deixa de ser impossível'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-8605604259175571685</id><published>2007-05-11T14:02:00.000-03:00</published><updated>2007-05-11T14:03:39.377-03:00</updated><title type='text'>Do blues ao metalcore: Vilipêndio e Wagner José e seu Bando na Lapa</title><content type='html'>Show de lançamento do novo CD do Vilipêndio, "UM SEGUNDO DE GLÓRIA"!No dia 24 de maio, a partir das 22h, na Av. Mem de Sá 35, na Lapa, Bar mais conhecido como o Ponto Latino.O Vilipêndio vai entrar pontualmente às 23h para tocar as novas faixas do CD UM SEGUNDO DE GLÓRIA.Depois, às 24h, virá Wagner José e seu Bando que é uma excelente banda de rock e blues, tocando músicas próprias e clássicos também. Por apenas R$3! Imperdível!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-8605604259175571685?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/8605604259175571685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=8605604259175571685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8605604259175571685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/8605604259175571685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/05/do-blues-ao-metalcore-vilipndio-e.html' title='Do blues ao metalcore: Vilipêndio e Wagner José e seu Bando na Lapa'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-3998971188312455178</id><published>2007-04-13T20:18:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T21:07:47.049-03:00</updated><title type='text'>Davi e Golias</title><content type='html'>Faz uma semana mais ou menos. Ocorreu na terça-feira, dia 3. Acho que é mais ou menos assim: você passa momentos da sua vida dizendo que não vai abaixar a cabeça, que não leva desaforo para casa, e, esses conceitos alimentam muito de sua auto-estima. O problema é quando surge o instante mágico em que você vai confirmar ou não quem você é. Ou deixa de ser.&lt;br /&gt;E foi isso que aconteceu: ou eu me submetia, em um ambiente supostamente profissional, a ouvir calado alguém tentando me desqualificar (e usando o estratagema torpe de querer referir-se a minha vida pessoal), ou eu reagia. E eu reagi, porque tive a exata noção do que estava acontecendo: uma pessoa usando de sua posição profissional para constranger outra (no caso, eu era o alvo) demonstrando que, quando faltam os argumentos, é a hora de apelar para a pancada abaixo da cintura, o golpe baixo. Quando reagi, começou o entrevero. O meu opositor tentou, de início, me ironizar e eu pude ouvir algum (ou alguns) risinho(s) em volta, pois durante a confusão, esta pessoa contava com uma platéia que continha alguns amigos de ocasião (eu também tinha meus amigos, mas que não poderiam se manifestar pois como eu disse, a tal pessoa era uma manda-chuva). Só que risinhos e ironia me incentivaram nos meus argumentos e, sinto muito, este é o meu terreno.&lt;br /&gt;Saí inteiro, sem a dignidade arranhada, posso me olhar no espelho. E, a despeito do silêncio que se fez durante a discussão, muitos dos que apenas ouviram, com certeza, viram cair, do rosto daquela pessoa, a máscara da diplomacia para emergir o o semblante feio da covardia, da arbitrariedade e da falta de ética.&lt;br /&gt;Infelizmente sei que muitas pessoas são coagidas em suas vidas, de diversas formas, em diversas ocasiões. Pelo valentão da escola, pelo patrão, pela polícia, pelo bandido. E passamos a vida muitas vezes engolindo os sapos, sem reagir como deveríamos, porque temos  uma família para alimentar, ou porque não queremos ou sabemos como fazer.&lt;br /&gt;Reagir não é uma obrigação, mas um luxo.&lt;br /&gt;Há também os que se calam diante de uma afronta para colher uma vitória maior mais tarde. O jogo pode mudar, felizmente. Então vamos jogar para vencer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-3998971188312455178?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/3998971188312455178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=3998971188312455178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3998971188312455178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/3998971188312455178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/04/davi-e-golias.html' title='Davi e Golias'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-1503903466247194509</id><published>2007-03-26T13:48:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T13:51:03.407-03:00</updated><title type='text'>Rock não morreu, mas encaretou</title><content type='html'>Ninguém diz que o blues morreu...ninguém comenta a suposta morte da MPB. E a música clássica, apesar da qualidade inversamente proporcional ao tamanho do público? Alguém se atreve a lhe dedicar uma nota fúnebre? Mas o rock, mesmo tocando na rádio, mobilizando festivais, tem sua morte anunciada todos os dias. Até entendo tal opinião: os que pensam isso, na realidade, cobram uma veia transgressora que o rock perdeu. Nos seus primórdios, o rock and roll causava polêmica. Já foi considerado de mau gosto, som libidinoso que apelava exclusivamente aos quadris. “Coisa de gentinha”, diriam defensores dos bons costumes enquanto Chuck Berry empunhava sua guitarra ou Little Richard emitia seus agudos a plenos pulmões.&lt;br /&gt;O rock virou uma instituição. Não se perdeu inteiramente, mas agora só “uns departamentos da instituição” incomodam. Claro que o rock ainda pode chocar, seja nas letras ou nas atitudes, de artistas diversos como System of Down, Marilyn Mason, Slayer, Bob Dylan, Neil Young e outros. Há também o punk que rola solto, independente do apoio da mídia, e é um poderoso fenômeno urbano. Mas ninguém pode dizer que o rock se caracterize por ser um estilo provocativo. Para cada GBH, ícone punk, há 200 protótipos de Avril Lavigne.&lt;br /&gt;Hoje muita gente vê na música eletrônica a verve do “faça você mesmo”, que foi um dos carros-chefe do punk rock. E a dança, que incomodava as pessoas na década de 50, e inclusive levou uma emissora a evitar filmar Elvis somente da cintura para cima, mudou de endereço. Os malabarismos eróticos dos adeptos do funk chocam bem mais. Os pais de classe média temem que os filhos comecem a freqüentar os bailes ou que as filhas namorem “funkeiros”. Se o filho vier a tocar em uma banda de rock, é um alívio. A história de “roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido”, que cantou Rita Lee, é passado.&lt;br /&gt;O rock não morreu, só encaretou. Outro dia, em uma loja de CDs, vi um rapaz explicar porque não gostava de um determinado vocalista de uma banda: “ele canta uma oitava abaixo da gravação original”. Porra, que critério técnico é esse? Essa é uma das características novas do rock: uma obsessão por explicações racionais, com parâmetros pretensiosos, uma busca idiota pela perfeição-robótica. Alguns fãs buscam tamanha musicalidade, que seria apropriado que buscassem esta riqueza ou sofisticação em outros estilos. Jazz ou música clássica, por exemplo. Se a pessoa alega gostar de rock porque “o guitarrista fulano” faz uso de escalas medievais, então, com certeza, vai se deliciar com músicos que fazem isso o tempo todo. Rock não é o gênero mais fértil do mundo, mesmo com a presença de artistas virtuoses em algumas bandas. Certamente alguns estilos como bossa nova possuem uma sofisticação harmônica que supera o rock. No final das contas, acho que a melhor justificativa para colocar o som no volume máximo ainda vem dos Stones, que não são virtuoses, nem conservadores, mas explicam genialmente: “é apenas rock n roll, mas eu gosto!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-1503903466247194509?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/1503903466247194509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=1503903466247194509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1503903466247194509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/1503903466247194509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/03/rock-no-morreu-mas-encaretou.html' title='Rock não morreu, mas encaretou'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-964721839373950357</id><published>2007-03-19T15:29:00.000-03:00</published><updated>2007-03-19T16:08:09.988-03:00</updated><title type='text'>Silêncio de Melinda... e de todos nós!</title><content type='html'>O filme "O silêncio de Melinda" parte de uma narrativa convencional, enfocando uma estudante que decide falar com os outros apenas o necessário, com uma preferência clara pelo silêncio. A obra, dirigida por Jéssica Sharzer, tem o mérito de ir além do que seria a história do trauma que vitimou a estudante. O importante é justamente quando a moça, abalada por um acontecimento terrível, decide economizar o gógó.&lt;br /&gt;Este é um dos pontos mais interessantes do filme: muitos dos que estão à sua volta não percebem a atitude da aluna. E isto inclui os próprios pais da adolescente. Na realidade, os progenitores cumprem o que se convencionou chamar "papel dos pais", ou seja, não são amigos reais, uma vez que não alcançam o ser humano que Melinda é. Tanto isto é verdade que eles só prestam atenção à filha quando ela tira notas baixas. Exatamente para exercer um papel: o de preocupar-se com o futuro do rebento e que pode ficar comprometido em decorrência de um mau desempenho escolar. E esta falta de interação também ocorre na própria escola em que Melinda estuda e é tachada como "estranha", "maluca", etc&lt;br /&gt;Então este é um filme que nos leva a perguntar até que ponto estamos nos comunicando verdadeiramente com os outros. Será que ouvimos realmente o que as pessoas têm a nos dizer? Ou será que elas poderiam optar por um silêncio "a la Melinda", que não iríamos perceber? Acho que é a indagação que vai ficar depois da história, provocando um certo desconforto.&lt;br /&gt;O final da obra acena para a redenção da personagem, pois uma sucessão de fatos vão ajudar Melinda a recuperar sua voz, o que significa superar o trauma. E até os pais saem de sua inércia quando vem à tona o que de fato Melinda sofreu. O trauma (e a forma de lidar com ele, mais especificamente pelas mulheres) é, na realidade, o tema  mais forte no filme, mas se este texto abordasse este aspecto da obra iria estragar o mistério que o enredo contém (e o blog não gosta de estragar o final dos filmes resenhados).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-964721839373950357?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/964721839373950357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=964721839373950357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/964721839373950357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/964721839373950357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/03/silncio-de-melinda-e-de-todos-ns.html' title='Silêncio de Melinda... e de todos nós!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-5075876791473768543</id><published>2007-02-28T12:49:00.000-03:00</published><updated>2007-02-28T12:52:34.766-03:00</updated><title type='text'>Lula e a baleia: o doce amargo</title><content type='html'>A vida é um drama ou uma comédia? Acho que é um drama quando acontece com a gente...e uma comédia para quem nos observa. Exemplo: uma queda. Particularmente, não sou daqueles que se divertem vendo os outros ralarem os joelhos  no solo de cimento, mas sempre há quem ache graça, e, disfarce o riso, quando a vítima do tombo é um amigo. Ou quando é politicamente incorreto dar risadas de uma anciã que se estabaca  nas escadas íngremes de um prédio.&lt;br /&gt;        Por que estou falando isso? Acho que é uma boa introdução para falar de “Lula e a baleia”, com roteiro e direção de Noah Baumbach, e os atores Jeff Daniels e Laura Linney, no papel de casal que se separa. O filme, de 2005, mostra o fim de uma relação e as conseqüências para a vida dos dois filhos do casal. Mas o que poderia ser um drama lacrimejante nas mãos de determinados diretores acaba virando, nas mãos de Noel, um singelo painel de como somos risíveis. Exemplo disso são os esforços de cada um dos cônjuges para ficarem com livros (até escondendo-os para que não entrassem na partilha) e a forma tresloucada como agem com os filhos. Afinal, eles não nunca imaginaram que iriam viver o papel de “pais de filhos separados”.&lt;br /&gt;        O filme é, nesse aspecto, muito realista. É como se fosse uma “edição da realidade” em que nós tivéssemos o prazer de ver apenas os momentos mais patéticos e, por isso mesmo, mais humanos e engraçados. Em outras cenas, o diretor faz uma caricatura leve da realidade (mas sem exagerar, pois não é uma comédia pastelão), com intuito de nos fazer ver com humor o cotidiano. E ele consegue: o riso da platéia escapa muitas vezes, misturado a uma certa dose de angústia.&lt;br /&gt;        O tom realista é reforçado pela forma como os personagens foram estruturados: sem maniqueísmo. Não há como não simpatizar com os protagonistas, embora o papel de Jeff Daniels o mostre como um professor bem dogmático em relação às verdades da vida e manipulador. Esta postura prejudica o filho mais velho, que tem uma idolatria pelo pai e absorve as idéias do progenitor sem pensar duas vezes antes, o que atrapalha seu amadurecimento.&lt;br /&gt;        A única coisa que me desagradou neste belo tratado das relações humanas foi o fato de o diretor ter cedido à tentação de dar um final mais ameno ao filme. Para isso, um psicólogo, e posteriormente, o uso da metáfora com o painel do American Museum of Natural(que mostra uma Lula e uma baleia) insinuam um grito de independência do  filho mais velho. Não seria absurdo que o personagem se conscientizasse de seus problemas, mas isto é um processo que não caberia na estrutura de tempo e enredo do filme. Soou como concessão, mas o jogo estava ganho. “Lula e baleia” é diversão com substância, um “tombo” de que podemos rir à vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-5075876791473768543?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/5075876791473768543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=5075876791473768543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5075876791473768543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/5075876791473768543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/02/lula-e-baleia-o-doce-amargo.html' title='Lula e a baleia: o doce amargo'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-6304914409451890332</id><published>2007-02-26T10:49:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T11:08:02.800-03:00</updated><title type='text'>Dante XXI é um clássico!</title><content type='html'>Este "Dante XXI" é, sem sombra de dúvida, um dos melhores trabalhos de 2006! Para mim, o melhor do Sepultura desde Roots Bloody Roots. No começo, eu estava meio desconfiado, mas quando o aparelhinho começou a tocar o CD....caramba, que porrada!!! Esta é a grande qualidade deste trabalho: fez o Sepultura voltar a tocar faixas de batida acelerada, deixando um pouco de lado as músicas de batida tribal que estavam se tornando a orientação principal da banda. Claro que há músicas menos rápidas do que outras, mas o que interessa é o resultado final: um disco classudo de metal pesadíssimo que nada fica devendo aos velhos tempos. É thrash que soa moderno e não um artigo para saudosistas dos anos 80. Acho que é também a melhor performance do Derrick Green, com as melodias vocais mais fortes que ele já gravou com a banda!!! Como se não bastasse, o visual do CD é um absurdo de tão criativo!Não tem música ruim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-6304914409451890332?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/6304914409451890332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=6304914409451890332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/6304914409451890332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/6304914409451890332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/02/dante-xxi-um-clssico.html' title='Dante XXI é um clássico!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-117088112360093768</id><published>2007-02-07T17:56:00.000-02:00</published><updated>2007-02-07T18:45:23.616-02:00</updated><title type='text'>Para 2007, filmes extremamente humanos</title><content type='html'>Neste começo de ano vou dar uma dica para quem deseja assistir a uns filmes que fujam do gênero "Superproduções Americanas", ou seja, para os que não querem ver filmes de ação para crianças ou dramalhões para ganhar o Oscar. Duas dicas:&lt;br /&gt;1 - Crime Ferpeito, de Alex de La Iglesia. Comédia, sátira, tratado cínico sobre os valores que permeiam a sociedade neoglobalizada. Com os atores Guilermo Toledo e Monica Cevera, magistrais. O filme dá um chute no politicamente correto, pois Guilermo faz papel de um vendedor ambicioso, Rafael,  que encarna todos os valores de consumo da sociedade moderna: ele é um mestre na arte de vender, extremamente vaidoso e fútil e não se faz de rogado se tiver que enganar uma cliente para executar uma venda. Ao cometer um crime, ele passa a ser chantageado por Lourdes(Monica), uma mulher feiosa que usa sua informação para conseguir uma relação com o vendedor. O engraçado é que a gente acaba torcendo desenfreadamente por Rafael, por menos ético que seja este personagem. O diretor não poupa a mulher, que em tantos filmes aparece como vítima da sociedade machista. Lourdes é tão violenta em sua vontade de manter o companheiro ao lado, que utiliza artimanhas que a desqualificam. Então, Iglesia está nos mostrando uma mulher, que não é uma vítima, mas tão vil quanto qualquer homem desonesto de negócios, pois assimilou os valores de dominação e acrescentou a eles o seu instinto de sobrevivência. Isso é muito raro no cinema em que as moças são heroínas ou vilãs estereotipadas. A verdade é que muitas mulheres para vencer nesta sociedade capitalista tiveram que ser tornar piores que os homens. Tudo que Lourdes quer é casar e ter filhos, mas ela seria capaz de matar por isso. É Cinema espanhol de primeira. Vale conferir também "800 balas", do mesmo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - O Cachorro, de Carlos Sorin. Este filme começa mostrando as dificuldades de um homem de mais de 50 anos, recém-demitido, em Buenos Aires. (Película realista que me leva a perguntar por que o Brasil não produz filmes assim de vez em quando).&lt;br /&gt;O homem é extremamente simples e, ao ganhar um cachorro de presente, acaba encontrando no animal um companheiro. Um treinador de cães lhe acena que o cão pode participar de exposições e, se for um procriador, pode se trazer ganhos financeiros. A relação entre este homem, de nome Juan, o treinador Walter, e o cão são o eixo. Mas talvez o que o diferencie de tudo é que o filme é realista ao extremo,e, no entanto, o seu desenlace aponta para o inesperado. Isto não é apelação, afinal, o inesperado faz parte da realidade. No caso deste filme, ele vem em forma de poesia. Então a gente vê este filme e sente uma ponta de esperança no mundo: por mais que queiram aprisionar o ser humano dentro de esquemas e logísticas, sempre haverá o imponderável. Sem ser piegas, este filme realmente emociona porque nos lembra que o mundo pode ser selvagemente bom.&lt;br /&gt;Então é isso, falados em espanhol, minha dica para ver em casa, em DVD ou TV, CRIME FERPEITO e O CACHORRO. Filmes extremamente humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-117088112360093768?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/117088112360093768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=117088112360093768' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/117088112360093768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/117088112360093768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/02/para-2007-filmes-extremamente-humanos.html' title='Para 2007, filmes extremamente humanos'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116972545889854960</id><published>2007-01-25T09:41:00.000-02:00</published><updated>2007-01-25T09:44:18.906-02:00</updated><title type='text'>Matéria escrita por mim para o jornal Uerj em Dia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Amizade na rede altera o placar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conectado ao mundo... ou solitário diante do computador? Qual a melhor descrição do internauta que dedica horas a sites como orkut?  Os elos virtuais podem ser considerados um compromisso real?&lt;br /&gt;Para Erick Felinto, professor da Faculdade de Comunicação da Uerj, “numa época em que as relações sociais parecem se fragmentar, sites como o Orkut possuem um grande apelo, mesmo quando seus ganhos são de natureza essencialmente simbólica” Para ele, o Orkut confere “um certo status virtual, já que o número de amigos de cada usuário funciona como uma espécie de indicador social”. Erick cita o pensador francês Lucien Sfez: “Ele acredita que vivemos numa época de império da comunicação, contudo, quanto mais somos forçados a nos comunicar tecnologicamente, menos estaremos vivenciando a comunicação como troca efetiva entre sujeitos não mediados”.&lt;br /&gt;Outra abordagem é a da psicóloga da Uerj, Jaqueline Ferreira Lopes, para quem “muitas pessoas que sentem dificuldades de transpor barreiras nos seus relacionamentos acreditam que possam fazê-las com maior facilidade nos sites de bate-papo”. Pelo caráter dinâmico da internet, “convenções sociais desaparecem e há troca imediata de informações pessoais, o que permite revelar os segredos mais íntimos a pessoas que nunca viram e opiniões acerca de assuntos polêmicos, sem medo de rejeição ou julgamento”.&lt;br /&gt;Mas o exagero sempre oferece riscos. Jaqueline avisa que “o uso compulsivo da Internet foi reconhecido pela Associação Americana de Psicólogos e ganhou o nome Internet Addiction Disorder”. Embora, ela ressalta que uma vertente “defenda que os transtornos emocionais e de personalidade é que levam à adicção à Internet”. Mas a psicóloga lembra que o uso da internet é saudável, se o internauta usufruir “beneficamente das infinitas informações, estabelecendo novas relações interpessoais” Um exemplo bem real são casais que se conheceram nos chats, mas cujos filhos são de carne e osso.&lt;br /&gt;Mas a psicóloga acredita que a internet não possa ser encarada como uma vilã: “seu uso habitual e contínuo não é invariavelmente danoso, ele pode ser saudável, usufruindo o internauta, beneficamente das infinitas informações, incluindo o estabelecimento de novas relações interpessoais”.  Afinal, há casos reais de pessoas que se conheceram em salas de bate-papo, mas cujos filhos são de carne e osso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116972545889854960?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116972545889854960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116972545889854960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116972545889854960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116972545889854960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/01/matria-escrita-por-mim-para-o-jornal.html' title='Matéria escrita por mim para o jornal Uerj em Dia'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116912053398164556</id><published>2007-01-18T09:34:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T09:42:13.990-02:00</updated><title type='text'>007, MULHERES E BRONSON</title><content type='html'>O homem com licença para matar está mais sensível. Envolve-se com uma mulher, ou melhor, envolver-se com mulheres acontece em todos os filmes da série 007, mas em Cassino Royale é diferente: ele se apaixona. Explicação: embora seja o mais recente lançamento da série, este filme baseia-se nas primeiras experiências do espião, contando o início da sua jornada. Se você não viu e vai ver o filme Cassino Royale, pare de ler aqui !!!!!!!&lt;br /&gt;Bom, ele se apaixona e é traído  (não no sentido de “levar um chifre”, imagina se isso ia acontecer com o incrível James Bond), e a amada ainda morre !!!!! Depois dessa, ele deve ter concluído que as mulheres não são dignas de confiança e só dão dores de cabeça!! Não à toa, nas aventuras seguintes (lembre-se que o Cassino Royale é a iniciação de Bond), a trilogia é Sexo, Martini e Tiros. Ele só quer se divertir.&lt;br /&gt;Mas o filme prende (ops!) a atenção realmente!! As cenas de jogo no Cassino são as melhores porque apontam para um suspense mais cerebral, ou seja, aproximam-se mais da tradição daquilo que é o bom cinema do gênero. Ah, dessa vez não tem tantas explosões de bases aéreas, aquelas cenas de 30 minutos em que morrem uns 50 soldados/bandidos/mercenários e que marcam o final de quase todos filmes do Agente.&lt;br /&gt;Sobre o novo ator, Daniel Craig, não dá para saber se ele fez o papel com perfeição, demonstrando um grau inimaginável de introspecção, ou se é apenas um tanto quanto inexpressivo. Ele possui uma dureza digna de um Charles Bronson.&lt;br /&gt;Mas façamos justiça: Charles Bronson trabalhou com Sergio Leone, entre outros grandes diretores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116912053398164556?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116912053398164556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116912053398164556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116912053398164556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116912053398164556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/01/007-mulheres-e-bronson.html' title='007, MULHERES E BRONSON'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116794513125318019</id><published>2007-01-04T18:56:00.000-02:00</published><updated>2007-01-04T19:12:11.263-02:00</updated><title type='text'>TUDO PELA FAMA</title><content type='html'>Peguei na locadora. No Elenco, nomes de peso como Hugh Grant, Dennis Quaid e, principalmente, Wiliam Defoe. Desperdício. Como sátira ou comédia funciona muito pouco. A crítica aos reality shows torna-se monótona e o filme só fica mais interessante na última meia hora. É aquele filme ao qual você assiste esperando que aconteça alguma coisa e a coisa não acontece nunca. O problema deste tipo de filme é que as cenas não funcionam separadamente, e como não são se sustentam, o resultado das partes também fica prejudicado. Os grandes mestres do cinema filmam cada cena como se fosse uma pequena história, por isso são mestres. É uma lição que parece que muitos nunca vão aprender.&lt;br /&gt;   Voltando ao filme...Quaid é engraçado no papel de presidente dos EUA, um estabanado com visual próximo ao Bush, mas é tudo muito superficial.  Ainda tem a facção muçulmana, com alguns personagens que são terroristas, mas que no fundo são fascinados pelo “american way of life”. É piada, mas deixa sempre a sensação de que o senso comum dos americanos é que todos têm inveja deles.&lt;br /&gt;   Nem precisa pegar na locadora. O destino, certo,  é a sessão da tarde. De noite, para os de estômago forte (cabeça fraca), há o BBB7....mas por que precisamos de um reality show, se a nossa realidade é um misto de Matrix, Pulp Ficction e a série O Poderoso Chefão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116794513125318019?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116794513125318019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116794513125318019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116794513125318019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116794513125318019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/01/tudo-pela-fama.html' title='TUDO PELA FAMA'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116769359642643898</id><published>2007-01-01T21:17:00.000-02:00</published><updated>2007-01-01T21:19:56.433-02:00</updated><title type='text'>A DAMA OCULTA</title><content type='html'>Este é um dos últimos filmes da fase inglesa do Alfred Hitchcock. Confesso que não está entre os que mais gostei dele, mas vi recentemente e vale a pena comentar aqui.&lt;br /&gt;O fime se passa inteiramente em um trem e a história conta o sumiço de uma senhora que estava viajando (a que faz referência o título). A atriz Margaret Lockwood interpreta a colega, que banca a detetive à procura da idosa desaparecida. Para complicar a vida dela, os passageiros todos afirmam que a tal senhora é uma ilusão de sua cabeça. Nós, o público, sabemos que a velhinha (Ms Froy, nome da personagem) existe, e aí está o suspense.&lt;br /&gt;Cada pessoa do trem tem o seu motivo para dizer que não viu a coitada. Uns até porque têm medo de que a viagem atrase, pois a polícia seria chamada para averiguar, caso confirmassem a existência da velhinha. (o caso de dois ingleses que fazem o percurso para acompanhar uma partida de cricket, impacientes para chegarem e negam tê-la visto, assim como o casal que viaja secretamente longe dos respectivos marido e esposa e não quer nenhum tipo de escândalo).&lt;br /&gt;Para mim, o interessante além da esmerada construção dos personagens, cada um com seu drama pessoal, é como o roteiro antecede milhões de filmes que a gente vê toda hora por aí. Um exemplo recente: “Plano de vôo”, de 2005, com Jodie Foster, em que o filho dela some dentro de um avião. Ou seja, o que Alfred fez em 1938 continua bem atual. Acho que as pessoas gostam de fimes em que o protagonista tem que desafiar o mundo ao redor para provar a sua convicção. Quem nunca se sentiu assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116769359642643898?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116769359642643898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116769359642643898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116769359642643898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116769359642643898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2007/01/dama-oculta.html' title='A DAMA OCULTA'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116743467986694111</id><published>2006-12-29T21:08:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T21:24:39.886-02:00</updated><title type='text'>TORTURA, NUNCA MAIS</title><content type='html'>Caos no Rio. Assassinaram barbaramente inocentes, queimados em um ônibus. Quando inocentes são torturados – queimar dentro de um veículo só pode ser classificado como tortura - chega-se ao perfil mais sombrio da violência. Aquela que não ostenta nenhum tipo de ética...a tortura. Cujo exercício está ligado diretamente ao grau de sadismo que move o psicopata. Tortura, um recurso muito utilizado pelas ditaduras como a de 1964 e que agora ameaça se tornar um expediente recorrente dos traficantes (vide Tim Lopes, jornalista assassinado no exercício da profissão).&lt;br /&gt;   Quem incendiou o ônibus da Itapemirim perdeu a capacidade de reconhecer no outro o seu próprio componente humano. Ou talvez não reconheça em si mesmo este componente. A besta-fera tomou conta.&lt;br /&gt;   A besta-fera que às vezes toma forma de traficante, mas também pode aparecer como um dos mauricinhos que  queimou covardemente o índio Pataxó em Brasília anos atrás. Que aparece para nos avisar como estamos longe de darmos certo como civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116743467986694111?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116743467986694111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116743467986694111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116743467986694111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116743467986694111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2006/12/tortura-nunca-mais.html' title='TORTURA, NUNCA MAIS'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116702624512595571</id><published>2006-12-25T03:32:00.000-02:00</published><updated>2006-12-25T04:06:33.030-02:00</updated><title type='text'>Para os que sofrem de melancollis natalinnus</title><content type='html'>Um monte de gente me diz que não gosta de natal. Que é triste. Tento ler nas entrelinhas. Os problemas pessoais falam mais forte: uns não gostam do período porque estão longe de casa e a saudade da família aumenta. Outros já não têm pai ou mãe. Há os que estão, a contragosto, divorciados e vêem nesta festa a evocação de memórias dos natais outroras felizes. E, agora solitários, percebem que os dias de hoje perdem feio na comparação com o que foi deixado para trás...&lt;br /&gt;Fico na dúvida sobre qual a engrenagem que não funciona para tantos insatisfeitos com o natal. Será a “instituição família” que por algum motivo segmentou-se, separou-se degradou-se? Ou será a instituição felicidade? pois nem todos anseios consumistas e encontros familiares juntos tornam a ocasião menos melancólica. Tantos nos preparamos para a tal festa que ela dificilmente vai lhe retribuir pelo tempo e energia que a ela você dedicou. A felicidade não chega. Depois de tanta propaganda na TV, de tantas compras, tantas chamadas de que é o momento mais importante do ano... não existe patamar de felicidade compatível com a expectatida que é criada. O natal teria que ser o orgasmo pleno de sentimentos transcedentais que nos elevaria a um novo patamar de amor ao próximo. No mínimo.&lt;br /&gt;Talvez sejam tristes aqueles que não compreendam o sentido de uma vez no ano, apenas uma vez, embrenhar-se a comprar presentes e fazer declarações de afeto de maneira estabanada. E o resto do ano? Voltamos ao nosso isolamento? O que há de real neste afeto natalino? Isto sem contar aqueles que são infelizes justamente porque não podem se aventurar aos gastos e também dificilmente poderão ter uma ceia ou presentes para os filhos. A camada da população que não vive, apenas sobrevive, com salários que não incluem sonhos com papai noel.&lt;br /&gt;Acho que no natal apenas são felizes as crianças que ganham seus brinquedos e podem mergulhar nos seus sonhos. Para a criança, o carrinho vermelho a controle remoto é o sonho inalcançável, inviável para os dinheirinho que ela dispõe. È o presente dos pais, só os pais podem comprar, é uma prova de amor, um compromisso simbólico.&lt;br /&gt;E agora, adultos , porque estão tristes? Por causa da solidão? Por causa de os presentes recebidos não oferecerem mais um passaporte ao sonho(um dom só das crianças)? Ou por causa dos outros? Se esta for a resposta, fechem as janelas.&lt;br /&gt;Estas tão ardilosas, estrategicamente abertas para o calor do verão! Janelas implacáveis que nos dias 24 e 25, se estivermos sós, elas estarão sempre escancaradas para a felicidade alheia, que de um prédio longínquo parece muito real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116702624512595571?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116702624512595571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116702624512595571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116702624512595571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116702624512595571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2006/12/para-os-que-sofrem-de-melancollis.html' title='Para os que sofrem de melancollis natalinnus'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116690957061972237</id><published>2006-12-23T19:28:00.000-02:00</published><updated>2006-12-23T19:32:50.626-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Conto natalino das compras feitas no dia 23&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstrair-se do próprio caos é expandir o universo ao redor. Mas e se tudo à sua volta contribui para esta sensação apocalíptica de pânico? É o que acontece com ele. Aglomeração, aglomeração, aglomeração, à enésima potência.&lt;br /&gt;Ele sente o pigarro, ele que nunca foi fumante.&lt;br /&gt;As pessoas param à sua frente. Impedem o fluxo, ele desvia. Uma senhora pára de repente.  Ele dá um drible para evitar o choque, os pacotes quase escapam de suas mãos grudentas, acaloradas. “Aquela senhora, aquela idosa de merda, que raiva !!!”, pensa furiosamente. E logo percebe que teria que odiar todos aqueles naquele cubículo, naquela loja de departamentos. Ávidos consumidores natalinos, reféns da própria ansiedade. Loucura, desvario total. Presentes de última hora? Sempre.&lt;br /&gt;Ele escapa de esbarrar em mais uma dúzia de pessoas, mas ainda está perdendo tempo. A reta de poucos metros tornou-se um penoso labirinto. E vê surgir agora sua maior adversária: uma gigantesca jibóia. É com o que se parece a fila da caixa registradora.&lt;br /&gt;Ele maldiz o fato de ter tantos parentes, tantos amigos, tantos colegas de trabalho. Tantos presentes a comprar. Mas o problema é que ele vai receber “lembrancinhas”de toda esta gente, então não pode deixar de “retribuir”, oh, maldito espírito natalino!&lt;br /&gt;No final da fila que não anda. Como um aluno de castigo. “Farei minhas compras com antecedência no próximo ano”, escreve mil vezes em um quadro-negro imaginário, de volta aos (maus) tempos de infância.&lt;br /&gt;Para se livrar da angústia, apesar do suor, começa a repetir um mantra: “rabanadas, panetone, rabanadas, panetone...”  E seu espírito de alguma forma se eleva... porque agora ele começa a se sentir bem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116690957061972237?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116690957061972237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116690957061972237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116690957061972237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116690957061972237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2006/12/conto-natalino-das-compras-feitas-no.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38048906.post-116611139656008386</id><published>2006-12-14T13:42:00.000-02:00</published><updated>2006-12-14T13:49:56.566-02:00</updated><title type='text'>Copa 2006: nem parece que aconteceu</title><content type='html'>Vou começar falando de futebol... Todo mundo está comentando sobre o Dunga...ele não escala o Ronaldinho Fenômeno, o Kaká e o Robinho juntos...a imprensa esportiva toda hora comenta que é um absurdo isso....meus amigos...caiam na real! Nem parece que houve uma Copa do Mundo neste ano e o tal Fenômeno e Kaká não jogaram nada! Eu nem convocava, desses só chamava o Robinho. A impressão que tenho é que vão falar tanto em Dunga, Ronaldinho e Kaká que vão conseguir apagar da nossa memória que houve uma Copa em 2006 e fomos um fiasco!!! Fala sério!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38048906-116611139656008386?l=ricardocaulfield.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/feeds/116611139656008386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38048906&amp;postID=116611139656008386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116611139656008386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38048906/posts/default/116611139656008386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardocaulfield.blogspot.com/2006/12/copa-2006-nem-parece-que-aconteceu.html' title='Copa 2006: nem parece que aconteceu'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16727143648268066166</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
